Este processo corresponde a um período de enorme complexidade e intenso sofrimento, especialmente se houver o efeito cumulativo das várias perdas no decurso da vida, a diminuição das estratégias de coping e a redução da rede de suporte social, ao que acrescem os desafios diários do envelhecimento. Assim, no idoso, o luto poderá desencadear tristeza persistente, perda de apetite, alterações do sono, apatia, dificuldades cognitivas, irritabilidade, solidão e isolamento social.
A rede de suporte, como família e amigos, bem como os cuidadores formais, têm um papel ativo no apoio ao idoso enlutado. Promover a escuta ativa, garantindo um ambiente acolhedor, com ênfase na validação dos sentimentos, é uma das principais estratégias a adotar neste processo de angústia e sofrimento. É crucial respeitar o tempo e ritmo de cada um, dada a complexidade e os recursos que o momento poderá exigir. Promover a integração do idoso em atividades sociais, evitando, assim, a solidão e o isolamento social é uma estratégia igualmente importante, assim como a manutenção de uma rotina saudável, de modo a garantir o bem-estar físico e psicológico do mesmo. É essencial oferecer um espaço sem julgamentos, no qual o idoso tenha a possibilidade de se sentir acarinhado, abraçado, respeitado e ouvido. Estar presente, mesmo que em silêncio, e apoiar em tarefas práticas é parte do cuidado no processo de luto. Caso, passado mais de um ano, não se verifiquem melhorias quanto à adaptação da pessoa enlutada à perda, é possível que possa existir o diagnóstico de luto prolongado, reconhecido como um problema de saúde mental. Neste caso, são visíveis sinais e sintomas que podem comprometer a qualidade de vida do idoso e é essencial procurar acompanhamento por parte de um profissional. Assim, apesar do luto ser uma reação universal, pode ser sentido com duração e intensidade diferentes. É fundamental respeitar o tempo de cada um, praticando a escuta empática e dando uma palavra de conforto e um abraço acolhedor. Juntos pela Saúde Mental de todos nós, ManifestaMente, Inês Freitas Referências -https://www.ordemdospsicologos.pt/ficheiros/documentos/opp_vamosfalarsobreluto.pdf -Perng, A., & Renz, S. (2018). Identifying and treating complicated grief in older adults. The Journal for Nurse Practitioners, 14(4), 289-295. -Sian, C. H., Ismail, A., Yusop, Y. M., & Ibrahim, R. (2024). Bereavement and Loss in Older Adulthood: Associations Between Meaning-Making, Spirituality and Grief. Pertanika Journal of Social Sciences & Humanities, 32. 评论已被关闭。
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Agosto 2026
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