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Podemos estar a cuidar de alguém com um problema de saúde física, de saúde mental, ou ambos. No caso da saúde mental, surgem frequentemente desafios específicos ou adicionais.
Aqui reunimos alguns desses desafios, acompanhados de sugestões que têm ajudado outros cuidadores. Pensamentos e preocupações comuns em cuidadoresAo cuidar de alguém, pode surgir um conjunto de pensamentos e sentimentos difíceis.
Podemos pensar que:
Podemos sentir‑nos:
Podemos enfrentar desafios como:
Cuidar de alguém com um problema de saúde mental é algo exigente. A invisibilidade da doença pode fazer-nos sentir que não somos “verdadeiros” cuidadores. Mas somos. E este papel faz uma enorme diferença na vida da pessoa. “Não me vejo como cuidador/a”
Mesmo que não realizemos tarefas físicas de cuidado, podemos estar a apoiar de muitas outras formas, como:
Por vezes, alguns familiares ou amigos também não reconhecem este papel. Partilhar informação como esta pode ajudar a tornarmos o nosso contributo mais visível. “Sinto que não ajudo o suficiente”
É comum sentir frustração por não conseguirmos fazer a outra pessoa sentir‑se melhor. Tal como acontece em caso de doença física, ninguém consegue impedir que outra pessoa desenvolva um problema de saúde mental.
É provável que estejamos a ajudar mais do que imaginamos. Se for possível, podemos conversar com a pessoa sobre o que já fazemos e sobre o que está ao nosso alcance. Reconhecer limites e aceitar o que não podemos controlar pode reduzir sentimentos de impotência “Não compreendo o que a pessoa está a viver”
Se nunca tivemos um problema de saúde mental, pode ser difícil compreendermos plenamente o que se está a passar com a outra pessoa. Podemos e devemos incentivá-la a explicar o que sente e pensa, sabendo que nem sempre é fácil transmitir estes sentimentos por palavras.
Aprender mais sobre problemas de saúde mental e ouvir testemunhos de outras pessoas pode ajudar-nos a compreender melhor o que está a acontecer e como apoiar a pessoa. Medo de estar a fazer algo errado
Nem sempre é claro que apoio oferecer ou o que é mais útil. Podemos recear que a pessoa se torne dependente ou que as nossas ações não ajudem a longo prazo.
Algumas pessoas têm dificuldade em perceber quando o seu estado emocional muda e em transmitir isso aos outros. Com o tempo, podemos aprender a reconhecer sinais através do comportamento e da expressão da pessoa. Alguns cuidadores criam formas simples de comunicação, como usar cores para indicar necessidades:
Quando alguém não está bem, dizer “estou amarelo” pode ser mais fácil do que explicar o que está a sentir. Preocupação com a segurança
É natural preocuparmo-nos com a possibilidade de a pessoa se magoar a si própria ou a outros. Estas preocupações são emocionalmente desgastantes.
Cuidar de nós é essencial. Seguir estratégias de autocuidado e procurar apoio são passos que contribuem para manter o equilíbrio emocional necessário para continuar a apoiar. O julgamento dos outros
O estigma em relação à saúde mental ainda existe e pode ser doloroso, especialmente quando vem de pessoas próximas ou de profissionais de saúde.
Algumas estratégias possíveis para combater a desinformação:
A relação está a mudar
Problemas de saúde mental podem alterar emoções, comportamentos e dinâmicas das relações. Podemos sentir que a pessoa de quem cuidamos mudou ou que a relação se tornou desequilibrada.
Pode ajudar encarar o problema de saúde mental como algo que não pertence realmente à pessoa, um desafio a enfrentar em conjunto, em vez de algo que define a pessoa ou a relação. Quando a pessoa não aceita ajuda
Pode ser frustrante e angustiante quando alguém precisa de apoio mas não o aceita. Em alguns casos, identificar sinais precoces de agravamento e combinar previamente a forma de agir nessas situações poderá ser útil.
Voltamos a realçar que é importante reconhecer que existem limites para o apoio que podemos oferecer. Não temos de fazer tudo sozinhos. Quando a pessoa se afasta ou nos magoa
Durante períodos de maior sofrimento, a pessoa pode dizer ou fazer coisas dolorosas para nós. Isso não significa que não se importa connosco.
Devemos procurar:
A nossa saúde mental também importa. Saber colocar limites é um ato de cuidado. Este texto é uma adaptação e tradução livre de conteúdos da organização britânica Mind, realizadas pela ManifestaMente para fins de literacia em saúde mental. Revisto a 2026-01-15
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