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<channel><title><![CDATA[ManifestaMente - Blog]]></title><link><![CDATA[https://www.manifestamente.org/blog]]></link><description><![CDATA[Blog]]></description><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 14:11:15 +0100</pubDate><generator>Weebly</generator><item><title><![CDATA[Rugas invisíveis: o luto no envelhecimento]]></title><link><![CDATA[https://www.manifestamente.org/blog/rugas-invisiveis-o-luto-no-envelhecimento]]></link><comments><![CDATA[https://www.manifestamente.org/blog/rugas-invisiveis-o-luto-no-envelhecimento#comments]]></comments><pubDate>Mon, 03 Aug 2026 11:13:41 GMT</pubDate><category><![CDATA[Ajudar]]></category><category><![CDATA[Fam&iacute;lia]]></category><category><![CDATA[Idosos]]></category><category><![CDATA[Rela&ccedil;&otilde;es]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.manifestamente.org/blog/rugas-invisiveis-o-luto-no-envelhecimento</guid><description><![CDATA[ 	 		 			 				 					 						          					 								 					 						  O luto &eacute; definido como uma resposta emocional, f&iacute;sica e psicol&oacute;gica a uma perda significativa. Para o entender, &eacute; crucial identificar as cinco etapas deste processo: Nega&ccedil;&atilde;o, Raiva, Negocia&ccedil;&atilde;o, Depress&atilde;o e Aceita&ccedil;&atilde;o, recordando que nem todos as vivenciam com a mesma dura&ccedil;&atilde;o e intensidade e que n&atilde;o &eacute; linear. No envelhecimento, e [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="https://www.manifestamente.org/uploads/1/1/5/9/115931813/luto-e-envelhecimento_orig.png" alt="Fotografia" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph">O luto &eacute; definido como uma resposta emocional, f&iacute;sica e psicol&oacute;gica a uma perda significativa. Para o entender, &eacute; crucial identificar as cinco etapas deste processo: Nega&ccedil;&atilde;o, Raiva, Negocia&ccedil;&atilde;o, Depress&atilde;o e Aceita&ccedil;&atilde;o, recordando que nem todos as vivenciam com a mesma dura&ccedil;&atilde;o e intensidade e que n&atilde;o &eacute; linear. No envelhecimento, este conceito adquire variadas extens&otilde;es por ser uma fase marcada por perdas: a morte do c&ocirc;njuge e de outras pessoas pr&oacute;ximas, o decl&iacute;nio das capacidades f&iacute;sicas e cognitivas, a reforma, a institucionaliza&ccedil;&atilde;o, assim como a diminui&ccedil;&atilde;o das conex&otilde;es sociais.</div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div>  <!--BLOG_SUMMARY_END--></div>  <div class="paragraph">Este processo corresponde a um per&iacute;odo de&nbsp; enorme complexidade e intenso sofrimento, especialmente se houver o efeito cumulativo das v&aacute;rias perdas no decurso da vida, a diminui&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias de <em>coping</em> e a redu&ccedil;&atilde;o da rede de suporte social, ao que acrescem os desafios di&aacute;rios do envelhecimento. Assim, no idoso, o luto poder&aacute; desencadear tristeza persistente, perda de apetite, altera&ccedil;&otilde;es do sono, apatia, dificuldades cognitivas, irritabilidade, solid&atilde;o e isolamento social.<br /><br />A rede de suporte, como fam&iacute;lia e amigos, bem como os cuidadores formais, t&ecirc;m um papel ativo no apoio ao idoso enlutado. Promover a escuta ativa, garantindo um ambiente acolhedor, com &ecirc;nfase na valida&ccedil;&atilde;o dos sentimentos, &eacute; uma das principais estrat&eacute;gias a adotar neste processo de ang&uacute;stia e sofrimento. &Eacute; crucial respeitar o tempo e ritmo de cada um, dada a complexidade e os recursos que o momento poder&aacute; exigir. Promover a integra&ccedil;&atilde;o do idoso em atividades sociais, evitando, assim, a solid&atilde;o e o isolamento social &eacute; uma estrat&eacute;gia igualmente importante, assim como a manuten&ccedil;&atilde;o de uma rotina saud&aacute;vel, de modo a garantir o bem-estar f&iacute;sico e psicol&oacute;gico do mesmo.<br /><br />&Eacute; essencial oferecer um espa&ccedil;o sem julgamentos, no qual o idoso tenha a possibilidade de se sentir acarinhado, abra&ccedil;ado, respeitado e ouvido. Estar presente, mesmo que em sil&ecirc;ncio, e apoiar em tarefas pr&aacute;ticas &eacute; parte do cuidado no processo de luto.<br /><br />Caso, passado mais de um ano, n&atilde;o se verifiquem melhorias quanto &agrave; adapta&ccedil;&atilde;o da pessoa enlutada &agrave; perda, &eacute; poss&iacute;vel que possa existir o diagn&oacute;stico de luto prolongado, reconhecido como um problema de sa&uacute;de mental. Neste caso, s&atilde;o vis&iacute;veis sinais e sintomas que podem comprometer a qualidade de vida do idoso e &eacute; essencial procurar acompanhamento por parte de um profissional.<br /><br />Assim, apesar do luto ser uma rea&ccedil;&atilde;o universal, pode ser sentido com dura&ccedil;&atilde;o e intensidade diferentes. &Eacute; fundamental respeitar o tempo de cada um, praticando a escuta emp&aacute;tica e dando uma palavra de conforto e um abra&ccedil;o acolhedor.<br /><br />Juntos pela Sa&uacute;de Mental de todos n&oacute;s,<br />ManifestaMente, <a href="https://www.manifestamente.org/voluntaacuterios.html">In&ecirc;s Freitas</a><br />&#8203;<br /><font size="2">Refer&ecirc;ncias<br />-https://www.ordemdospsicologos.pt/ficheiros/documentos/opp_vamosfalarsobreluto.pdf&nbsp;<br />-Perng, A., &amp; Renz, S. (2018). Identifying and treating complicated grief in older adults. The Journal for Nurse Practitioners, 14(4), 289-295.<br />-Sian, C. H., Ismail, A., Yusop, Y. M., &amp; Ibrahim, R. (2024). Bereavement and Loss in Older Adulthood: Associations Between Meaning-Making, Spirituality and Grief. Pertanika Journal of Social Sciences &amp; Humanities, 32.</font></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Solidão nos jovens: porque pode existir mesmo rodeados de pessoas?]]></title><link><![CDATA[https://www.manifestamente.org/blog/solidao-nos-jovens-porque-pode-existir-mesmo-rodeados-de-pessoas]]></link><comments><![CDATA[https://www.manifestamente.org/blog/solidao-nos-jovens-porque-pode-existir-mesmo-rodeados-de-pessoas#comments]]></comments><pubDate>Wed, 01 Jul 2026 14:26:34 GMT</pubDate><category><![CDATA[Fam&iacute;lia]]></category><category><![CDATA[jovens]]></category><category><![CDATA[Prevenir]]></category><category><![CDATA[Rela&ccedil;&otilde;es]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.manifestamente.org/blog/solidao-nos-jovens-porque-pode-existir-mesmo-rodeados-de-pessoas</guid><description><![CDATA[ 	 		 			 				 					 						          					 								 					 						  &#8203;Segundo o Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de, a solid&atilde;o &eacute; entendida como um sentimento subjetivo relacionado com a aus&ecirc;ncia de contacto, de sentido de perten&ccedil;a ou com a sensa&ccedil;&atilde;o de isolamento.   					 							 		 	       Importa ainda distinguir os conceitos de isolamento social e solid&atilde;o. Embora muitas vezes sejam utilizados como sin&oacute;nimos, representam realidades d [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="https://www.manifestamente.org/uploads/1/1/5/9/115931813/solid-o-nos-jovens-porque-pode-existir-mesmo-rodeados-de-pessoas-blog_orig.png" alt="Fotografia" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph">&#8203;<span style="color:rgb(37, 37, 37)">Segundo o Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de, a solid&atilde;o &eacute; entendida como um sentimento subjetivo relacionado com a aus&ecirc;ncia de contacto, de sentido de perten&ccedil;a ou com a sensa&ccedil;&atilde;o de isolamento.</span><br /></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div>  <!--BLOG_SUMMARY_END--></div>  <div class="paragraph"><span style="color:rgb(37, 37, 37)">Importa ainda distinguir os conceitos de isolamento social e solid&atilde;o. Embora muitas vezes sejam utilizados como sin&oacute;nimos, representam realidades diferentes. No isolamento social, existe uma aus&ecirc;ncia ou redu&ccedil;&atilde;o significativa do contacto com outras pessoas. J&aacute; na solid&atilde;o, o contacto social pode existir, mas a pessoa continua a sentir-se s&oacute;, desconectada ou sem um verdadeiro sentimento de perten&ccedil;a.</span><br /><br />Embora a solid&atilde;o seja frequentemente associada aos adultos e aos idosos, este sentimento tamb&eacute;m pode estar presente nas popula&ccedil;&otilde;es mais jovens.<br /><br />Mas, ent&atilde;o, quais os fatores que contribuem para os jovens se sentirem mais sozinhos?<br /><br />S&atilde;o m&uacute;ltiplos. S&atilde;o exemplos os seguintes: uso excessivo das redes sociais, press&atilde;o por valida&ccedil;&atilde;o e transi&ccedil;&otilde;es de vida complexas.<br /><br />A <strong>hiperconex&atilde;o digital</strong> &eacute; um dos fatores mais vis&iacute;veis. Os jovens, atualmente, vivem na era digital, que traz in&uacute;meras contribui&ccedil;&otilde;es positivas, mas tamb&eacute;m alguns desafios. Um exemplo pr&aacute;tico &eacute; a possibilidade de manterem contacto com os amigos fora do contexto escolar. No entanto, o que acontece quando um jovem n&atilde;o pertence a nenhum grupo de pares, n&atilde;o identifica ningu&eacute;m &agrave; sua volta como um verdadeiro amigo, receia n&atilde;o corresponder &agrave;s expectativas dos outros ou valoriza mais o contacto digital do que o presencial? Nestes casos, podem surgir sentimentos de solid&atilde;o, mesmo quando existe contacto frequente com outras pessoas, presencialmente ou atrav&eacute;s das redes sociais.<br /><br />As <strong>transi&ccedil;&otilde;es de vida </strong>tamb&eacute;m podem contribuir para a solid&atilde;o dos jovens, especialmente quando envolvem rompimentos de amizades, mudan&ccedil;as de escola ou mudan&ccedil;as de resid&ecirc;ncia. Os jovens podem sentir dificuldade em construir novas amizades.<br /><br />Outro fator que pode contribuir para a solid&atilde;o nos jovens &eacute; o<strong> processo de constru&ccedil;&atilde;o da identidade</strong>. A adolesc&ecirc;ncia e a juventude s&atilde;o per&iacute;odos marcados pela descoberta de si pr&oacute;prio. Quando um jovem ainda n&atilde;o compreende quem &eacute;, quais s&atilde;o os seus valores ou onde se sente verdadeiramente integrado, pode encontrar mais dificuldades em estabelecer rela&ccedil;&otilde;es significativas e identificar-se com os outros.<br /><br />A solid&atilde;o &eacute; um sentimento leg&iacute;timo, tal como a felicidade, a tristeza ou a raiva. Os jovens t&ecirc;m o direito de a sentir e de a expressar. O aparente aumento deste sentimento poder&aacute; estar relacionado n&atilde;o apenas com mudan&ccedil;as sociais, mas tamb&eacute;m com uma maior sensibiliza&ccedil;&atilde;o para as quest&otilde;es da sa&uacute;de mental e das compet&ecirc;ncias socioemocionais. Gradualmente, os jovens tornam-se mais capazes de identificar e nomear as suas emo&ccedil;&otilde;es. Quando percebem que n&atilde;o se sentem integrados em determinados contextos sociais, podem reconhecer mais facilmente o sentimento de solid&atilde;o.<br /><br />A solid&atilde;o nos jovens &eacute;, portanto, uma realidade que pode existir mesmo quando est&atilde;o rodeados de pessoas e pode ter um impacto negativo no bem-estar emocional. <strong>Por isso, &eacute; fundamental que familiares, amigos, professores e outros adultos de refer&ecirc;ncia reconhe&ccedil;am e validem este sentimento, criando espa&ccedil;os seguros de escuta, compreens&atilde;o e apoio</strong>.<br /><br />Sentirmo-nos sozinhos &eacute; uma experi&ecirc;ncia humana, mas nenhum jovem deve sentir que tem de enfrentar essa solid&atilde;o sozinho.<br />&#8203;<br />Ver tamb&eacute;m:<br /><a href="https://www.manifestamente.org/onde-podem-os-jovens-pedir-ajuda.html">Onde podem os jovens procurar ajuda?<br /></a><a href="https://www.manifestamente.org/menu-kit-jovens.html">Kit B&aacute;sico de Sa&uacute;de Mental para Jovens</a><br /><br /><span style="color:rgb(37, 37, 37)">Juntos pela Sa&uacute;de Mental de todos n&oacute;s,</span><br /><span style="color:rgb(37, 37, 37)">ManifestaMente,&nbsp;</span><a href="https://www.manifestamente.org/voluntaacuterios.html">Beatriz Gomes&#8203;</a><br /><br /><br /><font size="2">Refer&ecirc;ncias:<br />-RTP Not&iacute;cias. (2026, fevereiro 10). Jovens hiperconectados: mais sozinhos do que nunca? https://www.rtp.pt/noticias/mundo/jovens-hiperconectados-mais-sozinhos-do-que-nunca_n1717815<br />-Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de. (n.d.). A solid&atilde;o e o isolamento social. https://www.sns24.gov.pt/pt/tema/prevencao-e-cuidados-de-saude/a-solidao-e-o-isolamento-social&nbsp;</font></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A dependência e as consequências das redes sociais]]></title><link><![CDATA[https://www.manifestamente.org/blog/a-dependencia-e-as-consequencias-das-redes-sociais]]></link><comments><![CDATA[https://www.manifestamente.org/blog/a-dependencia-e-as-consequencias-das-redes-sociais#comments]]></comments><pubDate>Wed, 01 Jul 2026 14:14:20 GMT</pubDate><category><![CDATA[crian&ccedil;as]]></category><category><![CDATA[Fam&iacute;lia]]></category><category><![CDATA[jovens]]></category><category><![CDATA[Prevenir]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.manifestamente.org/blog/a-dependencia-e-as-consequencias-das-redes-sociais</guid><description><![CDATA[ 	 		 			 				 					 						          					 								 					 						  Sabe-se hoje que crian&ccedil;as e jovens passam grande parte do seu tempo online. Desde jogos a redes sociais, &eacute; at&eacute; comum os jovens terem v&aacute;rios perfis em redes sociais.O estudo Comportamentos Aditivos aos 18 anos - Inqu&eacute;rito aos Jovens Participantes no Dia da Defesa Nacional, do ICAD (Instituto para os Comportamentos Aditivos e Depend&ecirc;ncias), revela que 45% dos jovens passam entre duas a tr&eci [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="https://www.manifestamente.org/uploads/1/1/5/9/115931813/a-depend-ncia-e-as-consequ-ncias-das-redes-sociais-blog_orig.png" alt="Fotografia" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph">Sabe-se hoje que crian&ccedil;as e jovens passam grande parte do seu tempo <em>online</em>. Desde jogos a redes sociais, &eacute; at&eacute; comum os jovens terem v&aacute;rios perfis em redes sociais.<br /><br />O estudo Comportamentos Aditivos aos 18 anos - Inqu&eacute;rito aos Jovens Participantes no Dia da Defesa Nacional, do ICAD (Instituto para os Comportamentos Aditivos e Depend&ecirc;ncias), revela que 45% dos jovens passam entre duas a tr&ecirc;s horas di&aacute;rias <em>online</em> em redes sociais.</div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div>  <!--BLOG_SUMMARY_END--></div>  <div class="paragraph">S&atilde;o v&aacute;rios os estudos que se t&ecirc;m debru&ccedil;ado sobre este tema e as conclus&otilde;es parecem ser semelhantes. Conv&eacute;m refletir que, se por um lado, as pesquisas mostram que jovens com problemas de sa&uacute;de mental tendem a passar mais tempo online, por outro lado, o aumento do n&uacute;mero de horas em ecr&atilde;s aumenta a probabilidade de desenvolvimento de problemas de sa&uacute;de mental, nomeadamente sintomas depressivos e de ansiedade.<br /><br />Algumas das consequ&ecirc;ncias que podem advir do uso excessivo de redes sociais s&atilde;o: isolamento social, maior distratibilidade, menor capacidade de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, diminui&ccedil;&atilde;o da curiosidade, menor autocontrolo e maior instabilidade emocional (Twenge &amp; Campbell, 2018).<br /><br />No mundo virtual, em que tudo parece positivo, surgem facilmente comportamentos de compara&ccedil;&atilde;o social, a procura de ideais inating&iacute;veis ou irrealistas, dificuldades na distin&ccedil;&atilde;o entre amigos e seguidores ou fen&oacute;menos como o &ldquo;FOMO&rdquo; (<em>fear of missing out</em>, em ingl&ecirc;s, medo de estar a perder algo ou de ficar de fora), mas tamb&eacute;m surge a necessidade de permanecer<em> online</em> para se sentir conectado, apoiado e valorizado pelos outros.<br /><br />A ativa&ccedil;&atilde;o do sistema de recompensa e o aumento da dopamina acontecem com cada intera&ccedil;&atilde;o virtual, especialmente com intera&ccedil;&otilde;es que valorizem o pr&oacute;prio: <em>likes</em>, aumento de seguidores, partilha de conte&uacute;do e coment&aacute;rios que refor&ccedil;am positivamente comportamentos e opini&otilde;es online. S&atilde;o estes mecanismos que est&atilde;o por detr&aacute;s da situa&ccedil;&atilde;o de depend&ecirc;ncia das redes sociais.<br /><br />Todavia, as intera&ccedil;&otilde;es negativas s&atilde;o tamb&eacute;m facilmente promovidas online, especialmente o <em>cyberbullying</em>, com a humilha&ccedil;&atilde;o, amea&ccedil;a e/ou difama&ccedil;&atilde;o do outro, a partilha de informa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o consentida, a perda de privacidade&hellip; &Eacute; ainda de real&ccedil;ar o f&aacute;cil acesso a desinforma&ccedil;&atilde;o e a ado&ccedil;&atilde;o de comportamentos de risco (atrav&eacute;s de desafios e jogos <em>online</em>, por exemplo).<br /><br />Compreende-se ent&atilde;o a atratividade e a complexidade do uso das redes sociais no dia a dia de crian&ccedil;as e jovens. Mas, quanto mais tempo &eacute; investido num mundo virtual, menos tempo &eacute; investido no mundo real. Esta discrep&acirc;ncia promove maior isolamento social, baixa autoestima, solid&atilde;o, menor desempenho acad&eacute;mico, dificuldades ao n&iacute;vel do sono, ado&ccedil;&atilde;o de comportamentos de risco, desenvolvimento de perturba&ccedil;&otilde;es mentais, entre outros.<br /><br /><strong>Ent&atilde;o, o que fazer para diminuir a depend&ecirc;ncia e o impacto negativo das redes sociais no nosso quotidiano?</strong><br /><ul><li>Explorar interesses e atividades de lazer (individuais ou em grupo) no mundo real;</li><li>Definir e limitar o n&uacute;mero de horas de utiliza&ccedil;&atilde;o das redes;</li><li>Procurar estar presencialmente com as pessoas;</li><li>Conversar sobre a informa&ccedil;&atilde;o obtida online;</li><li>Sensibilizar e consciencializar acerca dos riscos online e promover boas pr&aacute;ticas virtuais;</li><li>Definir rotinas di&aacute;rias;</li><li>N&atilde;o dormir com dispositivos eletr&oacute;nicos junto a si (tablet, telem&oacute;vel, etc.);</li><li>Promover o tempo de qualidade em fam&iacute;lia;</li><li>Pedir ajuda quando se enfrenta situa&ccedil;&otilde;es desafiantes;</li><li>Procurar interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica, se o impacto for j&aacute; muito significativo.</li></ul><br /><span style="color:rgb(37, 37, 37)">Juntos pela Sa&uacute;de Mental de todos n&oacute;s,</span><br /><span style="color:rgb(37, 37, 37)">ManifestaMente,&nbsp;</span><a href="https://www.manifestamente.org/voluntaacuterios.html">Romina Pereira</a><br><span style="color:rgb(37, 37, 37)"></span><br /><br /><font size="2">Refer&ecirc;ncias:<br />-do Vale, A. (2025, 09 janeiro). Entre Likes e Emo&ccedil;&otilde;es: Redes Sociais e a Sa&uacute;de Mental na Atualidade. Blog Learn2Be. https://psicologiaecoaching.pt/entre-likes-e-emocoes-redes-sociais-e-a-saude-mental-na-atualidade/&nbsp;&nbsp;<br />-Calado, V. &amp;; Lavado, E. (2026). ECATD-CAD 2024. Bem-estar, sa&uacute;de psicol&oacute;gica e comportamentos aditivos. Lisboa, ICAD &ndash; Instituto para os Comportamentos Aditivos e Depend&ecirc;ncias. https://www.icad.pt/DocumentList/GetFile?id=1363&amp;amp;languageId=1<br />-Calado, V., Carapinha, L. &amp; Neto, H. (2025). Comportamentos Aditivos aos 18 anos &ndash; Inqu&eacute;rito aos jovens participantes no Dia da Defesa Nacional. Regi&otilde;es 2024. Lisboa, ICAD &ndash; Instituto para os Comportamentos Aditivos e Depend&ecirc;ncias. https://www.icad.pt/DocumentList/GetFile?id=1118&amp;amp;languageId=1<br />-Campos, B., (2021). Os efeitos negativos das redes sociais na adolesc&ecirc;ncia. [Disserta&ccedil;&atilde;o para obten&ccedil;&atilde;o do Grau de Mestre em Medicina, Universidade da Beira Interior]. Reposit&oacute;rio Digital da UBI.<br />- Lorenzo, X. (2024, 19 novembro). Cada vez mais online, 40% dos jovens passam mais de cinco horas por dia na internet. Jornal Expresso &ndash; Ag&ecirc;ncia Lusa. https://expresso.pt/sociedade/2024-11-19-cada-vez-mais-online-40-dos-jovens-passam-mais-de-cinco-horas-por-dia-na-internet-C964ae43&nbsp;<br />-(2025, 05 maio). Adolescentes com problemas de sa&uacute;de mental passam mais tempo nas redes sociais. Revista S&aacute;bado https://www.sabado.pt/ciencia---saude/detalhe/20250505-1630-adolescentes-com-problemas-de-saude-mental-passam-mais-tempo-nas-redes-sociais<br />-Ordem dos Psic&oacute;logos Portugueses (2024). Vamos falar sobre ecr&atilde;s e tecnologias digitais. Reposit&oacute;rio OPP, Lisboa.https://www.ordemdospsicologos.pt/ficheiros/documentos/opp_vamosfalarsobreecrasetecnologiasdigitais.pdf&nbsp;&nbsp;<br />-Ordem dos Psic&oacute;logos Portugueses (2013). Sa&uacute;de Mental das Crian&ccedil;as e Jovens: Que Futuro? Os novos desafios colocados pelos Media e pelas Novas Tecnologias. Reposit&oacute;rio OPP, Lisboa. https://www.ordemdospsicologos.pt/ficheiros/documentos/opp_vamosfalarsobreecrasetecnologiasdigitais.pdf&nbsp;&nbsp;<br />-Ordem dos Psic&oacute;logos Portugueses (s.d.). COVID-19. Cyberbullying e Seguran&ccedil;a Online: Recomenda&ccedil;&otilde;es para Jovens. Reposit&oacute;rio OPP, Lisboa.https://recursos.ordemdospsicologos.pt/files/artigos/covid_19_cyberbullying_jovens.pdf<br />-Ponte, C., Batista, S., &amp; Luna, E. (2026). Crian&ccedil;as e jovens (9-17 anos) e Intelig&ecirc;ncia Artificial Generativa em Portugal. Resultados EU Kids Online, 2025. EU Kids Online. https://fabricadesites.fcsh.unl.pt/eukidsonline/wp-content/uploads/sites/36/2026/02/RELAT%C3%93RIO-IA-2026-PT.pdf&nbsp;<br />-Teixeira, M. (2023). Rela&ccedil;&atilde;o entre a Participa&ccedil;&atilde;o em Atividades Extracurriculares e o Uso dos Meios de Comunica&ccedil;&atilde;o Eletr&oacute;nicos: Um Estudo Explorat&oacute;rio com Instrutores de Jovens do 3&ordm; Ciclo. [Disserta&ccedil;&atilde;o apresentada &agrave; Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa para obten&ccedil;&atilde;o do grau de mestre em Psicologia, Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa]. Reposit&oacute;rio Institucional da Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa.<br />-Twenge, J. &amp; Campbell, W. (2018). Associations between screen time and lower psychological well-being among children and adolescents: Evidence from a population-based study.Preventive Medicine Reports 12 (2018) 271-283.</font><br></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[O cérebro, a pele e as muitas formas de sentir a sexualidade]]></title><link><![CDATA[https://www.manifestamente.org/blog/o-cerebro-a-pele-e-as-muitas-formas-de-sentir-a-sexualidade]]></link><comments><![CDATA[https://www.manifestamente.org/blog/o-cerebro-a-pele-e-as-muitas-formas-de-sentir-a-sexualidade#comments]]></comments><pubDate>Wed, 01 Jul 2026 13:30:06 GMT</pubDate><category><![CDATA[Ajudar]]></category><category><![CDATA[jovens]]></category><category><![CDATA[Rela&ccedil;&otilde;es]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.manifestamente.org/blog/o-cerebro-a-pele-e-as-muitas-formas-de-sentir-a-sexualidade</guid><description><![CDATA[ 	 		 			 				 					 						          					 								 					 						  E se duas pessoas recebessem exatamente o mesmo toque e uma sentisse conforto e a outra sentisse desconforto?   					 							 		 	       Nem sempre pensamos nisso, mas o afeto, o desejo e a intimidade n&atilde;o s&atilde;o experi&ecirc;ncias iguais para todos. O corpo n&atilde;o reage de forma padronizada. Cada pessoa vive a sexualidade de maneira diferente, a partir das suas emo&ccedil;&otilde;es e da sua hist&oacute;ria de vida. [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="https://www.manifestamente.org/uploads/1/1/5/9/115931813/o-c-rebro-a-pele-e-as-muitas-formas-de-sentir-a-sexualidade-blog_orig.png" alt="Fotografia" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph">E se duas pessoas recebessem exatamente o mesmo toque e uma sentisse conforto e a outra sentisse desconforto?</div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div>  <!--BLOG_SUMMARY_END--></div>  <div class="paragraph">Nem sempre pensamos nisso, mas o afeto, o desejo e a intimidade n&atilde;o s&atilde;o experi&ecirc;ncias iguais para todos. O corpo n&atilde;o reage de forma padronizada. Cada pessoa vive a sexualidade de maneira diferente, a partir das suas emo&ccedil;&otilde;es e da sua hist&oacute;ria de vida.<br /><br />Talvez por isso fa&ccedil;a sentido lembrar: o &oacute;rg&atilde;o mais importante na sexualidade &eacute; o c&eacute;rebro. E o maior &oacute;rg&atilde;o associado &agrave; sexualidade &eacute; a pele.<br /><br />A forma como sentimos o toque e a intimidade influencia diretamente a forma como nos relacionamos e liga profundamente a sa&uacute;de sexual &agrave; sa&uacute;de mental.<br /><br /><strong>Quando o corpo sente de forma diferente</strong><br /><br />Em qualquer rela&ccedil;&atilde;o, algumas formas simples de comunica&ccedil;&atilde;o e a&ccedil;&atilde;o podem fazer diferen&ccedil;a na intimidade sexual com conex&atilde;o emocional. Nas pessoas com experi&ecirc;ncia de autismo, podem ser ainda mais importantes para promover seguran&ccedil;a, conforto e confian&ccedil;a. N&atilde;o s&atilde;o t&eacute;cnicas especiais, s&atilde;o apenas formas mais claras e seguras de estarmos com o outro.<br /><br />O toque &eacute; um exemplo simples. Uma press&atilde;o firme pode trazer calma e seguran&ccedil;a. Um toque leve e inesperado pode ser dif&iacute;cil de suportar, n&atilde;o porque seja indesejado, mas porque o corpo precisa de tempo para se preparar. Muitas vezes, &eacute; a surpresa, e n&atilde;o o contacto em si, que se torna dif&iacute;cil.<br /><br />Tamb&eacute;m &eacute; comum sentirmos maior seguran&ccedil;a quando tudo &eacute; claro. Falar sobre o que queremos, o que n&atilde;o queremos e aquilo de que precisamos pode tornar as rela&ccedil;&otilde;es mais simples e seguras.<br />E isto muda a forma como vivemos a intimidade.<br /><br /><strong>O que ajuda e porqu&ecirc;<br />&#8203;</strong><ul><li><strong>Antecipar em vez de surpreender</strong>. Dizer &ldquo;vou tocar-te no ombro&rdquo; antes de o fazer pode ajudar o corpo a sentir-se seguro.</li><li><strong>Perguntar em vez de assumir</strong>. &ldquo;Est&aacute;s confort&aacute;vel assim?&rdquo; pode evitar mal-entendidos e criar confian&ccedil;a.</li><li><strong>Criar sinais entre pessoas</strong>. Algumas pessoas combinam palavras ou gestos para indicar pausa, conforto ou paragem. Pode parecer diferente, mas &eacute; uma forma direta de cuidado e respeito.</li><li><strong>Respeitar o tempo depois do contacto</strong>. Por vezes precisamos de sil&ecirc;ncio ou espa&ccedil;o para voltarmos ao equil&iacute;brio. Isso n&atilde;o &eacute; afastamento, pode ser regula&ccedil;&atilde;o.</li><li><strong>Conversar depois do momento vivido</strong>. Muitas vezes conseguimos perceber melhor o que sentimos quando j&aacute; n&atilde;o estamos dentro da experi&ecirc;ncia.</li></ul><br /><strong>Uma realidade mais rica do que os mitos sugeriram</strong><br />&#8203;<br />Durante muito tempo, a sexualidade de quem vive com experi&ecirc;ncia de autismo foi mal compreendida. Disse-se, sem base cient&iacute;fica, que n&atilde;o existia desejo ou interesse por rela&ccedil;&otilde;es. Hoje sabemos que isso<br />n&atilde;o &eacute; verdade.<br /><br />Estas pessoas apaixonam-se, desejam e vivem a sua sexualidade de formas muito diversas.<br /><br />A evid&ecirc;ncia mostra tamb&eacute;m uma maior diversidade de orienta&ccedil;&otilde;es sexuais e identidades de g&eacute;nero nesta popula&ccedil;&atilde;o. Isto lembra-nos algo essencial: n&atilde;o existe uma forma &uacute;nica de viver a sexualidade ou de ser pessoa.<br /><br /><strong>O que isto nos ensina</strong><br /><br />Compreender a sexualidade no autismo n&atilde;o &eacute; olhar para uma exce&ccedil;&atilde;o. &Eacute; reconhecer uma das muitas formas poss&iacute;veis de viver a experi&ecirc;ncia humana.<br /><br />Quando olhamos com curiosidade em vez de julgamento, algo muda nas rela&ccedil;&otilde;es. Passamos a ouvir mais, a assumir menos e a comunicar com mais clareza.<br /><br />No fundo, estamos a falar de algo simples: sentir-se seguro com o outro.<br /><br />Se este tema levantar quest&otilde;es pessoais, pode ser importante procurar apoio junto de um profissional de sa&uacute;de. Tamb&eacute;m existem recursos &uacute;teis e informa&ccedil;&atilde;o fidedigna no site da Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de, Associa&ccedil;&atilde;o Voz do Autista e Sa&uacute;de Mental PT (ver refer&ecirc;ncias abaixo).<br /><br />Juntos pela Sa&uacute;de Mental de todos n&oacute;s,<br />ManifestaMente,<a href="https://www.manifestamente.org/voluntaacuterios.html"> Ana Lu&iacute;sa Ribeiro</a><br /><br /><font size="2">Refer&ecirc;ncias:<br />-Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de. (2006). Defining sexual health: Report of a technical consultation on sexual health. Geneva: World Health Organization.<br />-Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de. (2022). World mental health report: Transforming mental health for all. Geneva: World Health Organization.<br />-Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de. (2019&ndash;2023). Literacia em sa&uacute;de e promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental e sexual. Lisboa: DGS.<br />-Dewinter, J., De Graaf, H., &amp; Begeer, S. (2018). Sexual orientation, gender identity, and relationship experiences in autistic adolescents and adults. Journal of Autism and Developmental Disorders, 48, 3727&ndash;3739.<br />-Warrier, V., Greenberg, D. M., Weir, E., et al. (2020). Elevated rates of autism and neurodevelopmental and gender diversity. Nature Communications, 11, 3959.<br />-Sa&uacute;de Mental PT. (s.d.). https://saudementalpt.com<br />-Associa&ccedil;&atilde;o Voz do Autista. (s.d.). https://vozdoautista.pt</font></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Ser quem somos: identidade, sexualidade e saúde mental]]></title><link><![CDATA[https://www.manifestamente.org/blog/ser-quem-somos-identidade-sexualidade-e-saude-mental]]></link><comments><![CDATA[https://www.manifestamente.org/blog/ser-quem-somos-identidade-sexualidade-e-saude-mental#comments]]></comments><pubDate>Wed, 03 Jun 2026 11:47:20 GMT</pubDate><category><![CDATA[Ajudar]]></category><category><![CDATA[Estigma]]></category><category><![CDATA[jovens]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.manifestamente.org/blog/ser-quem-somos-identidade-sexualidade-e-saude-mental</guid><description><![CDATA[ 	 		 			 				 					 						          					 								 					 						  H&aacute; uma pergunta que muitas pessoas carregam em sil&ecirc;ncio durante anos: &ldquo;Ser&aacute; que est&aacute; tudo bem comigo?&rdquo;. Para quem cresce a perceber que a sua identidade ou sexualidade n&atilde;o corresponde ao que o mundo parece esperar, essa d&uacute;vida pode instalar-se cedo e pesar muito   					 							 		 	       Pessoas l&eacute;sbicas, gays, bissexuais, transg&eacute;nero, queer e de outras identidade [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="https://www.manifestamente.org/uploads/1/1/5/9/115931813/identidade-sexualidade-e-saude-mental-blog_orig.png" alt="Fotografia" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph">H&aacute; uma pergunta que muitas pessoas carregam em sil&ecirc;ncio durante anos: &ldquo;Ser&aacute; que est&aacute; tudo bem comigo?&rdquo;. Para quem cresce a perceber que a sua identidade ou sexualidade n&atilde;o corresponde ao que o mundo parece esperar, essa d&uacute;vida pode instalar-se cedo e pesar muito</div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div>  <!--BLOG_SUMMARY_END--></div>  <div class="paragraph">Pessoas l&eacute;sbicas, gays, bissexuais, transg&eacute;nero, queer e de outras identidades, frequentemente identificadas pela sigla LGBTQ+, t&ecirc;m duas a tr&ecirc;s vezes mais probabilidade de desenvolver depress&atilde;o ou ansiedade do que a popula&ccedil;&atilde;o em geral. N&atilde;o porque haja algo de errado em ser quem s&atilde;o, mas porque crescer num ambiente que, direta ou indiretamente, nos comunica que a&iacute; n&atilde;o pertencemos tem um custo real para a sa&uacute;de mental.<br /><br />Os investigadores chamam a isto Modelo do Stress Minorit&aacute;rio: o desgaste cr&oacute;nico de viver com a press&atilde;o de esconder uma parte de n&oacute;s mesmos, de antecipar rejei&ccedil;&atilde;o, de navegar coment&aacute;rios e comportamentos discriminat&oacute;rios subtis ou evidentes. O processo de descoberta da pr&oacute;pria identidade,<br />tanto para n&oacute;s como para quem nos rodeia, pode ser uma fonte de grande al&iacute;vio. Mas, quando acontece num ambiente de sil&ecirc;ncio ou rejei&ccedil;&atilde;o, pode tamb&eacute;m ser um dos per&iacute;odos mais vulner&aacute;veis da nossa vida.<br /><br />No entanto, a investiga&ccedil;&atilde;o mostra-nos algo igualmente importante: aquilo que nos protege.<br /><br />Ter pelo menos uma pessoa do nosso lado &ndash; um amigo, um familiar, um colega &ndash; reduz significativamente o risco de depress&atilde;o e de comportamentos autodestrutivos em jovens LGBTQ+. Sentirmo-nos parte de uma comunidade que nos compreende, seja presencialmente ou online, &eacute; um fator protetor reconhecido. E ter acesso a profissionais de sa&uacute;de que tratam a nossa identidade com respeito e normalidade cria a seguran&ccedil;a de que precisamos para pedir ajuda quando mais necessitamos.<br /><br />&Eacute; tamb&eacute;m importante reconhecer que a comunidade LGBTQ+ &eacute; profundamente diversa. Cada pessoa traz consigo uma hist&oacute;ria &uacute;nica, moldada n&atilde;o apenas pela sua orienta&ccedil;&atilde;o sexual ou identidade de g&eacute;nero, mas tamb&eacute;m pela sua cultura, origem, gera&ccedil;&atilde;o e contexto familiar. Essa forma como m&uacute;ltiplas identidades se cruzam e interagem pode amplificar vulnerabilidades, mas pode igualmente ser fonte de uma resili&ecirc;ncia extraordin&aacute;ria. Muitas pessoas que viveram processos de autodescoberta dif&iacute;ceis descrevem, com o tempo, uma capacidade renovada de empatia, autenticidade e conex&atilde;o com os outros. A dificuldade percorrida pode transformar-se em for&ccedil;a, especialmente quando existe apoio no caminho.<br /><br />A sa&uacute;de mental n&atilde;o existe separada de quem somos. A forma como vivemos a nossa identidade, a nossa sexualidade e os nossos relacionamentos faz parte do nosso bem-estar e merece ser tratada com o mesmo cuidado e seriedade que qualquer outra dimens&atilde;o da sa&uacute;de.<br /><br />Se te rev&ecirc;s nestas palavras, ou se acompanhas algu&eacute;m que possa estar a passar por um momento dif&iacute;cil relacionado com a sua identidade ou sexualidade, sabe que n&atilde;o est&aacute;s sozinho. Pedir ajuda &eacute; um ato de coragem. E h&aacute; pessoas preparadas para ouvir, sem julgamento.</div>  <div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:49.194547707559%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph" style="text-align:left;"><strong>&#8203;Linhas de apoio e recursos:</strong><ul><li>ILGA Portugal: Linha de apoio LGBTQ+: 218 873 922 / 969 239 229 (5&ordf; e 6&ordf;s das 20h00 &agrave;s 23h00)</li><li>SNS 24: 808 24 24 24 (Servi&ccedil;o de Aconselhamento Psicol&oacute;gico)</li><li>Linha de Preven&ccedil;&atilde;o do Suic&iacute;dio do SNS: 1411</li><li>SOS Voz Amiga: 213 544 545 / 912 802 669 / 963 524 (15h30&ndash;00h30)</li><li>Voz de Apoio:&nbsp; 225 506 070 (21h00&ndash;00h00)</li></ul></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50.805452292441%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="https://www.manifestamente.org/uploads/1/1/5/9/115931813/ser-quem-somos-joana-franco-blog_orig.png" alt="Fotografia" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>  <div class="paragraph" style="text-align:center;"><font size="1">&#8203;Imagem criada com recurso a IA (Claude)</font></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div class="paragraph">Juntos pela Sa&uacute;de Mental de todos n&oacute;s,<br />ManifestaMente, <a href="https://www.manifestamente.org/voluntaacuterios.html">Joana Franco</a><br /><br /><font size="2">Refer&ecirc;ncias:<br />-Rodrigues, Carolina; Marguilho, Miriam; Ferreira, Barbara; Nascimento, Sandra; Nascimento, Miguel; Cardoso, S&oacute;nia; Silva, Mariana; Pablo, Ana; Soares, Catarina; Fernandes, Carlos; Gon&ccedil;alves, Marco. (2024). Gender Dysphoria: Concepts, Diagnosis and Clinical Management. Acta M&eacute;dica Portuguesa. 37. 379-385.10.20344/amp.21057.<br />-Meyer, I. H. (1995). Minority stress and mental health in gay men. Journal of Health and Social Behavior, 36(1), 38&ndash;56. https://doi.org/10.2307/2137286<br />-Nadal, K. L., Whitman, C. N., Davis, L. S., Erazo, T.,; Davidoff, K. C. (2016).Microaggressions toward lesbian, gay, bisexual, transgender, queer, and genderqueer people: A review of the literature. Journal of Sex Research, 53(4&ndash;5), 488&ndash;508. https://doi.org/10.1080/00224499.2016.1142495<br />-Stephen T. Russell, Jessica N. Fish. 2016. Mental Health in Lesbian, Gay, Bisexual, and Transgender (LGBT) Youth. Annual Review Clinical Psychology. 12:465- 487. https://doi.org/10.1146/annurev-clinpsy-021815-093153</font></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Quando estudar parece impossível: o que pode ajudar?]]></title><link><![CDATA[https://www.manifestamente.org/blog/quando-estudar-parece-impossivel-o-que-pode-ajudar]]></link><comments><![CDATA[https://www.manifestamente.org/blog/quando-estudar-parece-impossivel-o-que-pode-ajudar#comments]]></comments><pubDate>Mon, 01 Jun 2026 08:43:35 GMT</pubDate><category><![CDATA[Ajudar]]></category><category><![CDATA[jovens]]></category><category><![CDATA[Prevenir]]></category><category><![CDATA[Recursos]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.manifestamente.org/blog/quando-estudar-parece-impossivel-o-que-pode-ajudar</guid><description><![CDATA[ 	 		 			 				 					 						          					 								 					 						  Muitas vezes pensamos: &ldquo;s&oacute; tenho de come&ccedil;ar!&rdquo;, mas depois passam cinco, dez, quinze minutos e nada acontece! Se isto j&aacute; te aconteceu, n&atilde;o &eacute;s o &uacute;nico! E qui&ccedil;&aacute; o problema n&atilde;o seja a falta de motiva&ccedil;&atilde;o, mas sim o contexto (a forma como est&aacute;s a estudar), que n&atilde;o ajuda!&nbsp;   					 							 		 	       Eis sete dicas para tornar o pro [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="https://www.manifestamente.org/uploads/1/1/5/9/115931813/quando-estudar-parece-imposs-vel-o-que-pode-ajudar_orig.png" alt="Fotografia" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph">Muitas vezes pensamos: &ldquo;s&oacute; tenho de come&ccedil;ar!&rdquo;, mas depois passam cinco, dez, quinze minutos e nada acontece! Se isto j&aacute; te aconteceu, n&atilde;o &eacute;s o &uacute;nico! E qui&ccedil;&aacute; o problema n&atilde;o seja a falta de motiva&ccedil;&atilde;o, mas sim o contexto (a forma como est&aacute;s a estudar), que n&atilde;o ajuda!&nbsp;<br></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div>  <!--BLOG_SUMMARY_END--></div>  <div class="paragraph"><span style="color:rgb(37, 37, 37)">Eis sete dicas para tornar o processo mais f&aacute;cil:</span><br /><br /><strong>1) Come&ccedil;a devagarinho!</strong><br />Quando a tarefa parece grande, tendemos a evit&aacute;-la. Come&ccedil;a por um par de p&aacute;ginas ou exerc&iacute;cios, para facilitar a a&ccedil;&atilde;o (3).<br /><strong>2) Estuda de forma ativa!</strong><br />Ler n&atilde;o chega! Tens de escrever, sublinhar e interiorizar os conte&uacute;dos. Aprender implica pensar sobre aquilo que estamos a fazer (1,3,4).<br /><strong>3) Estuda por per&iacute;odos curtos!</strong><br />A aten&ccedil;&atilde;o &eacute; limitada! Experimenta estudar por 25 minutos, alternando com uma pausa breve (sem distra&ccedil;&otilde;es intensas). Isto ajuda a manter o foco sem esgotar (4,5).<br /><strong>4) Sintetiza e s&ecirc; consistente!</strong><br />Faz esquemas ou resumos para facilitar o processo (3). N&atilde;o precisas de estudar muito, mas sim regularmente. Isso melhora a mem&oacute;ria e reduz o stress (4).<br /><strong>5) Cuida do teu corpo!</strong><br />Sono, descanso e alimenta&ccedil;&atilde;o influenciam o estudo. Dormir mal (sobretudo antes de uma avalia&ccedil;&atilde;o) prejudica o desempenho (5,6,7).<br /><strong>6) Respeita o teu ritmo!</strong><br />Nem todos funcionamos da mesma forma. Identifica os momentos do dia em que tens mais energia para estudar, e por conseguinte, exijam menos esfor&ccedil;o (7).<br /><strong>7) Pede apoio!</strong><br />A aprendizagem n&atilde;o depende s&oacute; de n&oacute;s. O apoio de professores, colegas e fam&iacute;lia contribuem para o bem-estar e sucesso (2).<br /><br /><strong>Contudo, nem sempre vai correr bem. E isso &eacute; normal!</strong><br />Haver&aacute; dias em que n&atilde;o consegues concentrar-te e que parece que nada resulta. E isso n&atilde;o significa que n&atilde;o sejas capaz, apenas que est&aacute;s a lidar com dificuldades reais.&nbsp;O que &eacute; importante n&atilde;o &eacute; fazer tudo certo, mas sim aprender com os erros e continuar!<br /><br /><strong>Quando pedir ajuda?<br /></strong>Se estudar se torna muito dif&iacute;cil ou gera sofrimento, &eacute; importante procurar apoio.<br />Falar com professores, familiares ou um psic&oacute;logo pode ajudar, j&aacute; que a sa&uacute;de mental interfere no processo de aprendizagem (6).<br /><br /><strong>Em suma:<br /></strong>Estudar em contextos dif&iacute;ceis n&atilde;o &eacute; uma quest&atilde;o de for&ccedil;a de vontade, mas sim de ajustar estrat&eacute;gias, respeitar limites e continuar, mesmo devagar!<br />Por isso, em vez de perguntar: &ldquo;porque &eacute; que n&atilde;o consigo estudar?&rdquo;, faz mais sentido perguntar &ldquo;qual &eacute; o pr&oacute;ximo passo que consigo dar?&rdquo;, dado que, muitas vezes, &eacute; assim que o sucesso acontece!<br /><br />Juntos pela Sa&uacute;de Mental de Todos N&oacute;s<br />ManifestaMente,&nbsp;<a href="https://www.manifestamente.org/voluntaacuterios.html">Jose Ant&oacute;nio Pereira<br /><br /></a>Ver tamb&eacute;m:<br />&#8203;-<a href="https://www.manifestamente.org/jovens.html">Conte&uacute;dos para jovens do Kit B&aacute;sico de Sa&uacute;de Mental para Jovens<br /></a><br /><font size="2">Refer&ecirc;ncias:<br />1. Ribeiro C. Aprender a aprender: algumas considera&ccedil;&otilde;es sobre o ensino de estrat&eacute;gias de estudo. M&aacute;thesis. 2002; 11: 273-286. DOI: https://doi.org/10.34632/mathesis.2002.3884<br />2. Gaspar T, Tom&eacute; G, Ramiro L, Almeida A, Matos MG. Ecossistemas de aprendizagem e bem-estar: fatores que influenciam o sucesso escolar. Psicologia, Sa&uacute;de &amp; Doen&ccedil;as. 2020;21(2):462-481. Dispon&iacute;vel em:<br />https://repositorio.ulisboa.pt/entities/publication/cfa50275-b8ee-4379-a5fe-cf02dfaf7d54<br />3. Ribeiro C, Alves P. (In) sucesso escolar: a influ&ecirc;ncia das estrat&eacute;gias de estudo e aprendizagem. M&aacute;thesis. 2011; 20: 45-54. DOI: https://doi.org/10.34632/mathesis.2011.5215<br />4. Porto Editora. 10 estrat&eacute;gias para ajudar o seu educando a estudar melhor [Internet]. 2026 Jan 15 [citado em 2026 abril 11]. Dispon&iacute;vel em: https://www.portoeditora.pt/paisealunos/para-os-pais/noticias/ver?id=272566<br />5. Ribeiro J.M.P. Comportamentos de sa&uacute;de e desempenho escolar: que rela&ccedil;&atilde;o? [tese de doutoramento]. Braga: Universidade do Minho; 2023<br />6. World Health Organization, UNESCO, UNICEF. Mental health and well-being: how school systems can improve health and well-being [Internet]. [citado em 2026 abril 11].<br />7. Carvalho C. Boas pr&aacute;ticas para manter a sa&uacute;de e o bem-estar durante o estudo [Internet]. NAU; 2025 [citado em 2026 abril 11]. Dispon&iacute;vel em: https://www.nau.edu.pt/pt/noticias/boas-praticas-manter-saude-bem-estar-durante-estudo/<br></font><br /></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Sim, é luto… Perder um animal também dói!]]></title><link><![CDATA[https://www.manifestamente.org/blog/sim-e-luto-perder-um-animal-tambem-doi]]></link><comments><![CDATA[https://www.manifestamente.org/blog/sim-e-luto-perder-um-animal-tambem-doi#comments]]></comments><pubDate>Mon, 04 May 2026 17:16:49 GMT</pubDate><category><![CDATA[Doen&ccedil;a Mental]]></category><category><![CDATA[Rela&ccedil;&otilde;es]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.manifestamente.org/blog/sim-e-luto-perder-um-animal-tambem-doi</guid><description><![CDATA[ 	 		 			 				 					 						          					 								 					 						  &#8203;Por que raz&atilde;o, quando perdemos o nosso animal de estima&ccedil;&atilde;o, parece que n&atilde;o nos &eacute; permitido fazer o luto, como quando perdemos uma pessoa pr&oacute;xima? O discurso passa por &lsquo;&rsquo;arranja outro que isso passa&rsquo;&rsquo;, &lsquo;&rsquo;&eacute; s&oacute; um animal&rsquo;&rsquo;, &lsquo;&rsquo;antes perder um animal do que uma pessoa da fam&iacute;lia&rsquo;&rsquo;&hellip; E, assi [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="https://www.manifestamente.org/uploads/1/1/5/9/115931813/luto-animal-blog_orig.png" alt="Fotografia" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph">&#8203;Por que raz&atilde;o, quando perdemos o nosso animal de estima&ccedil;&atilde;o, parece que n&atilde;o nos &eacute; permitido fazer o luto, como quando perdemos uma pessoa pr&oacute;xima? O discurso passa por &lsquo;&rsquo;arranja outro que isso passa&rsquo;&rsquo;, &lsquo;&rsquo;&eacute; s&oacute; um animal&rsquo;&rsquo;, &lsquo;&rsquo;antes perder um animal do que uma pessoa da fam&iacute;lia&rsquo;&rsquo;&hellip; E, assim, a import&acirc;ncia do nosso luto &eacute; minimizada e o sofrimento &eacute; vivido em sil&ecirc;ncio.</div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div>  <!--BLOG_SUMMARY_END--></div>  <div class="paragraph">&Eacute; importante definir primeiro o que &eacute; o luto. Segundo a Ordem dos Psic&oacute;logos Portugueses (OPP), o luto &eacute; uma rea&ccedil;&atilde;o natural de adapta&ccedil;&atilde;o a uma situa&ccedil;&atilde;o de perda &ndash; por exemplo, morte de uma pessoa pr&oacute;xima, morte de um animal de estima&ccedil;&atilde;o, t&eacute;rmino de uma rela&ccedil;&atilde;o, perda de emprego, diagn&oacute;stico de uma doen&ccedil;a grave, entre outras.<br /><br />Sabemos, ent&atilde;o, que o luto se aplica a qualquer perda que implique um ajuste a uma nova realidade.&nbsp; Se o sofrimento provocado por esta perda persistir, de forma intensa e com elevado impacto no dia-a-dia, durante mais de 12 meses nos adultos e 6 meses nas crian&ccedil;as e adolescentes, podemos estar perante um problema de sa&uacute;de mental que carece de ajuda profissional, como &eacute; o caso da perturba&ccedil;&atilde;o do luto prolongado.<br /><br />O luto &eacute; vivido de forma muito individual e &uacute;nica, com tempos e ritmos diferentes para cada um, podendo&nbsp; manifestar-se de formas distintas. &Eacute; um processo que leva tempo, sendo essencial respeit&aacute;-lo&nbsp; com todas as suas poss&iacute;veis fases. Elizabeth K&uuml;bler-Ross e David Kessler criaram um modelo que nomeia as cinco fases do luto: nega&ccedil;&atilde;o, raiva, negocia&ccedil;&atilde;o, depress&atilde;o e aceita&ccedil;&atilde;o.<br /><br />A nega&ccedil;&atilde;o &eacute;, muitas vezes, o choque inicial. Como o nome indica, negamo-nos a acreditar na perda que sofremos. A fase da raiva refere-se ao momento em que nos sentimos injusti&ccedil;ados e queremos encontrar um culpado pelo nosso sofrimento. Na negocia&ccedil;&atilde;o tentamos controlar ou reverter a situa&ccedil;&atilde;o que motiva o luto, focando-nos num futuro hipot&eacute;tico em vez de nos confrontarmos com a realidade atual &ndash; &ldquo;e se eu tentasse&hellip;?&rdquo;.Na&nbsp; depress&atilde;o, tomamos consci&ecirc;ncia da perda e sentimo-nos profundamente tristes, o que, em alguns casos, pode levar ao isolamento social. Por &uacute;ltimo, temos a aceita&ccedil;&atilde;o, momento em que damos in&iacute;cio &agrave; adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; nova realidade ap&oacute;s a perda sofrida, aceitando-a. &Eacute; importante referir que estas fases do luto n&atilde;o s&atilde;o lineares, ou seja, n&atilde;o seguem sempre esta ordem, nem s&atilde;o todas obrigat&oacute;rias &ndash; o modelo funciona mais como refer&ecirc;ncia para caracterizar as respostas emocionais da maioria das pessoas nestes contextos.<br /><br />De referir que existem rea&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o comuns &agrave; maioria dos processos de luto. S&atilde;o processos dolorosos, com emo&ccedil;&otilde;es fortes que podem variar na sua express&atilde;o e intensidade, em que podem surgir pensamentos contradit&oacute;rios, como se se travasse uma luta entre o racional e o emocional, e mudan&ccedil;as no comportamento habitual.<br /><br />A perda de um animal de estima&ccedil;&atilde;o causa dor e sofrimento, a nossa vida e rotinas mudam, fica uma cama/espa&ccedil;o vazio em casa, arrumam-se os potinhos da comida e os brinquedos&hellip; Perdemos uma parte de n&oacute;s, em que a dor e a saudade teimam em aparecer do nada, at&eacute; perante as mais pequenas coisas do nosso dia a dia.<br /><br />Para concluir, importa dizer que devemos respeitar o tempo de luto de cada um, assim como a forma em que &eacute; expresso e vivido. Sofremos uma perda dolorosa e passa a existir um antes e um depois do nosso animal de estima&ccedil;&atilde;o, sendo este um processo que n&atilde;o pode nem deve ser apressado.<br /><br />Este artigo &eacute; dedicado ao meu c&atilde;o Bal&uacute;, &agrave; minha gatinha Ariel e a todos os nossos animais de estima&ccedil;&atilde;o que partiram, mas que ser&atilde;o sempre amados e nunca esquecidos.<br /><br />Juntos pela Sa&uacute;de Mental de Todos N&oacute;s<br />ManifestaMente, <a href="https://www.manifestamente.org/voluntaacuterios.html">Andrea Hern&aacute;ndez</a><br /><br /><font size="2">Refer&ecirc;ncias:<br />-American Psychiatric Association (2022). <em>Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, Fifth Edition, Text Revision</em> (<em>DSM-5-TR</em>).<br />- K&uuml;bler-Ross, E., &amp; Kessler, D. (2014). <em>On grief and grieving: Finding the meaning of grief through the five stages of loss</em>.<br />- Ordem dos Psic&oacute;logos Portugueses (2025). <em>Vamos falar sobre luto.</em></font></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Saúde mental e estigma: porque é ainda tão difícil pedir ajuda?]]></title><link><![CDATA[https://www.manifestamente.org/blog/saude-mental-e-estigma-porque-e-ainda-tao-dificil-pedir-ajuda]]></link><comments><![CDATA[https://www.manifestamente.org/blog/saude-mental-e-estigma-porque-e-ainda-tao-dificil-pedir-ajuda#comments]]></comments><pubDate>Mon, 04 May 2026 12:47:51 GMT</pubDate><category><![CDATA[Estigma]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.manifestamente.org/blog/saude-mental-e-estigma-porque-e-ainda-tao-dificil-pedir-ajuda</guid><description><![CDATA[ 	 		 			 				 					 						          					 								 					 						  A sa&uacute;de mental faz parte da vida humana e n&atilde;o pode ser reduzida &agrave; aus&ecirc;ncia de doen&ccedil;a. &#8203;   					 							 		 	       Trata-se de um estado de bem-estar que permite &agrave; pessoa lidar com os desafios do quotidiano, reconhecer as suas capacidades, trabalhar, aprender e participar na comunidade (WHO, s.d.; WHO, 2025). Ao longo da vida, a sa&uacute;de mental &eacute; influenciada por fatores mu [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="https://www.manifestamente.org/uploads/1/1/5/9/115931813/estigama-liliana-camarate-blog_orig.png" alt="Fotografia" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph"><span><span style="color:rgb(67, 67, 67)">A sa&uacute;de mental faz parte da vida humana e n&atilde;o pode ser reduzida &agrave; aus&ecirc;ncia de doen&ccedil;a. </span></span>&#8203;<br /></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div>  <!--BLOG_SUMMARY_END--></div>  <div class="paragraph">Trata-se de um estado de bem-estar que permite &agrave; pessoa lidar com os desafios do quotidiano, reconhecer as suas capacidades, trabalhar, aprender e participar na comunidade (WHO, s.d.; WHO, 2025). Ao longo da vida, a sa&uacute;de mental &eacute; influenciada por fatores muito diversos, desde as caracter&iacute;sticas individuais &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es familiares, sociais e econ&oacute;micas. Contextos de adversidade, como pobreza, viol&ecirc;ncia, desigualdade ou exclus&atilde;o, aumentam a vulnerabilidade ao sofrimento ps&iacute;quico (WHO, s.d.). Ainda assim, apesar da exist&ecirc;ncia de interven&ccedil;&otilde;es eficazes, muitas pessoas continuam sem acesso a cuidados adequados e enfrentam, al&eacute;m do sofrimento, o peso do estigma e da discrimina&ccedil;&atilde;o (WHO, 2025).<br /><br />Importa tamb&eacute;m distinguir sofrimento humano expect&aacute;vel de perturba&ccedil;&atilde;o mental. Nem toda a dor emocional &eacute; sinal de doen&ccedil;a. Ao longo do ciclo de vida, existem rea&ccedil;&otilde;es de ajustamento que s&atilde;o normais e compreens&iacute;veis, face a acontecimentos significativos, como uma perda, uma separa&ccedil;&atilde;o, a adolesc&ecirc;ncia, a parentalidade ou a reforma (Ordem dos Enfermeiros, 2023). Essas respostas podem envolver tristeza, ansiedade, irritabilidade ou maior fragilidade emocional, sem que isso signifique, por si s&oacute;, a presen&ccedil;a de doen&ccedil;a mental. A diferen&ccedil;a est&aacute; na intensidade, dura&ccedil;&atilde;o, contexto e impacto funcional. Quando a resposta se torna persistente e desproporcional e compromete de forma marcada o funcionamento pessoal, social ou profissional, pode estar em causa uma perturba&ccedil;&atilde;o mental que exige avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica adequada (Townsend &amp; Morgan, 2021; WHO, 2025).<br /><br />&Eacute; precisamente neste ponto que o estigma se torna particularmente prejudicial. O estigma em sa&uacute;de mental corresponde ao conjunto de cren&ccedil;as, atitudes e estere&oacute;tipos negativos socialmente atribu&iacute;dos &agrave;s pessoas com doen&ccedil;a mental, afetando a sua imagem social, as rela&ccedil;&otilde;es interpessoais, as oportunidades de vida e a forma como se veem a si pr&oacute;prias (Shalaby et al., 2025). Muitas vezes, traduz-se na ideia de que quem sofre psicologicamente &eacute; fraco, perigoso, incapaz ou respons&aacute;vel pelo que lhe acontece. Estas leituras simplificadoras ignoram a complexidade da experi&ecirc;ncia humana e podem favorecer interpreta&ccedil;&otilde;es moralizantes ou patologizantes do sofrimento (Krugers &amp; Jo&euml;ls, 2025).<br />A evid&ecirc;ncia mostra que o estigma tem consequ&ecirc;ncias concretas. N&atilde;o se limita ao plano simb&oacute;lico: interfere com a qualidade de vida, o acesso aos cuidados, a ades&atilde;o ao tratamento, a inclus&atilde;o social e a autoestima (K&aring;gstr&ouml;m et al., 2025; Omondi, 2024).<br /><br />Quando as representa&ccedil;&otilde;es negativas s&atilde;o repetidamente experienciadas, podem ser interiorizadas pela pr&oacute;pria pessoa, dando origem ao chamado autoestigma. Nessa situa&ccedil;&atilde;o, o problema deixa de ser apenas o olhar dos outros e passa a afetar o modo como a pessoa se percebe: sente vergonha, perde confian&ccedil;a, duvida do seu valor e pode come&ccedil;ar a acreditar que n&atilde;o merece ajuda ou que procurar apoio &eacute; sinal de fracasso (Adade et al., 2025; Omondi, 2024).<br /><br />Este processo ajuda a compreender porque tantas pessoas demoram a pedir ajuda. O atraso nem sempre resulta de desinteresse ou nega&ccedil;&atilde;o; muitas vezes nasce do medo de ser julgado, incompreendido ou rejeitado. Estudos com adolescentes mostram que mesmo n&iacute;veis moderados de estigma podem reduzir significativamente a procura de ajuda psicol&oacute;gica, sobretudo numa fase da vida em que a perten&ccedil;a ao grupo e a opini&atilde;o dos outros t&ecirc;m um peso particular (Indari et al., 2025). Tamb&eacute;m em adultos jovens, a desvaloriza&ccedil;&atilde;o do sofrimento por parte da fam&iacute;lia ou dos amigos, os conselhos moralizantes ou a ideia de que a depress&atilde;o &eacute; &ldquo;fraqueza&rdquo; podem favorecer o sil&ecirc;ncio e adiar o contacto com os servi&ccedil;os de sa&uacute;de mental (Samari et al., 2022).<br /><br />O estigma n&atilde;o afeta apenas a pessoa doente. Pode igualmente atingir a fam&iacute;lia, que passa a viver vergonha, isolamento, culpa e sofrimento por associa&ccedil;&atilde;o (Shalaby et al., 2025). Nalguns casos, os familiares internalizam tamb&eacute;m essas cren&ccedil;as negativas, fen&oacute;meno designado por estigma afiliado, com impacto no seu bem-estar e na pr&oacute;pria qualidade do cuidado prestado (Bahrami &amp; Khalifi, 2022). Por isso, combater o estigma exige mais do que campanhas pontuais: requer informa&ccedil;&atilde;o rigorosa, linguagem cuidadosa, maior literacia em sa&uacute;de mental e uma cultura de cuidado mais humana e inclusiva (Awan et al., 2025).<br /><br />Sensibilizar para o impacto do estigma &eacute;, no fundo, reconhecer que a doen&ccedil;a mental n&atilde;o retira dignidade, valor ou humanidade a ningu&eacute;m. Quanto mais cedo distinguirmos sofrimento humano de preconceito, e cuidado de julgamento, mais perto estaremos de uma sociedade capaz de acolher, compreender e apoiar quem precisa.<br /><br />Juntos pela sa&uacute;de mental de todos n&oacute;s,<br /><a href="https://www.manifestamente.org/voluntaacuterios.html">Liliana Camarate</a><br /><br /><font size="2">Refer&ecirc;ncias:<br />- Adade, A. E., Agyei, D. N., Nyarko, E. K., Anum, A., Yamson, R., &amp; Dzokoto, V. A. (2025). Does stigma influence intentions to seek mental health care? A study among adults attending University in Ghana. PLOS Mental Health, 2(8), e0000378.<br />- Bahrami, R., &amp; Khalifi, T. (2022). The effect of psycho-education on the affiliate stigma in family caregivers of people with bipolar disorder. SAGE open nursing, 8, 23779608221132166.<br />- World Health Organization. (n.d.). Mental health. Consultado em abril de 2026, em https://www.who.int/health-topics/mental-health#tab=tab_1&nbsp;<br />- World Health Organization. (2025, 30 de setembro). Mental disorders. Consultado em 30 de abril de 2026, em https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/mental-disorders&nbsp;<br />- Indari, Titi Sri Suyanti, Rahmi Sari Kasoema, &amp; Amrina Rasyada. (2025). The Stigma Associated With Mental Illness and How it Affects Adolescents&rsquo; Desire for Assistance. Sustainable Applied Modification Evidence Community, 2(2), 81&ndash;89.<br />- K&aring;gstr&ouml;m, A., Guerrero, Z., Aliev, A. A., Tom&aacute;&scaron;kov&aacute;, H., R&uuml;sch, N., Ouali, U., ... &amp; Winkler, P. (2025). Mental health stigma and its consequences: a systematic scoping review of pathways to discrimination and adverse outcomes. EClinicalMedicine, 89.21-8/fulltext&nbsp;<br />- Krugers, H. J., &amp; Jo&euml;ls, M. (2025). The Stress Response Is Adaptive in a Context- and State-Dependent Manner. Cells, 14(24), 1957.<br />- Omondi, K. (2024). Mental health stigma and its impact on help-seeking behavior. International Journal of Humanity and Social Sciences, 3(3), 15-29.<br />- Ordem dos Enfermeiros (2023). Guia Orientador de Boas Pr&aacute;ticas de Promo&ccedil;&atilde;o da Literacia em Sa&uacute;de Mental. (1a ed.).&nbsp;<br />- Samari, E., Teh, W. L., Roystonn, K., Devi, F., Cetty, L., Shahwan, S., &amp; Subramaniam, M. (2022). Perceived mental illness stigma among family and friends of young people with depression and its role in help-seeking: a qualitative inquiry. BMC psychiatry, 22(1), 107.<br />- Shalaby, A. S., Ibrahem, R. A. L., Seleem, M. A., Sharfeldin, A. Y., ElWasify, M., Abdel-Raouf, S. Y., ... &amp; Hasan, H. (2025). Perceived stigma toward individuals with mental illness and their families: perspectives of patients&rsquo; relatives in a multicentric Egyptian study. Middle East Current Psychiatry, 32(1), 83.<br />- Towsend, M. C., &amp; Morgan, K. I. (2021). Enfermagem psiqui&aacute;trica, conceitos de cuidados na pr&aacute;tica baseada em evid&ecirc;ncias. Editora Guanabara Koogan LTDA.</font></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Sem chão: Situação de sem-abrigo e saúde mental]]></title><link><![CDATA[https://www.manifestamente.org/blog/sem-chao-situacao-de-sem-abrigo-e-saude-mental]]></link><comments><![CDATA[https://www.manifestamente.org/blog/sem-chao-situacao-de-sem-abrigo-e-saude-mental#comments]]></comments><pubDate>Mon, 06 Apr 2026 08:28:28 GMT</pubDate><category><![CDATA[Ajudar]]></category><category><![CDATA[Estigma]]></category><category><![CDATA[Portugal]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.manifestamente.org/blog/sem-chao-situacao-de-sem-abrigo-e-saude-mental</guid><description><![CDATA[ 	 		 			 				 					 						          					 								 					 						  &#8203;Por vezes, damos as necessidades b&aacute;sicas como garantidas, mas por serem b&aacute;sicas esquecemo-nos que s&atilde;o as que mais falta fazem, se n&atilde;o tivermos acesso a elas. O que parece estar t&atilde;o perto, pode estar somente &agrave; dist&acirc;ncia de uma dificuldade financeira, uma complica&ccedil;&atilde;o familiar ou um desastre natural, como aquele a que recentemente assistimos. Qualquer um de n&oacute [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="https://www.manifestamente.org/uploads/1/1/5/9/115931813/sem-abrigo-saude-mental_orig.png" alt="Fotografia" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph">&#8203;Por vezes, damos as necessidades b&aacute;sicas como garantidas, mas por serem b&aacute;sicas esquecemo-nos que s&atilde;o as que mais falta fazem, se n&atilde;o tivermos acesso a elas. O que parece estar t&atilde;o perto, pode estar somente &agrave; dist&acirc;ncia de uma dificuldade financeira, uma complica&ccedil;&atilde;o familiar ou um desastre natural, como aquele a que recentemente assistimos. Qualquer um de n&oacute;s pode, em circunst&acirc;ncias de vulnerabilidade, deixar de ter resposta a uma necessidade b&aacute;sica, como ao direito fundamental &agrave; habita&ccedil;&atilde;o.</div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div>  <!--BLOG_SUMMARY_END--></div>  <div class="paragraph">Em primeiro lugar, &eacute; necess&aacute;rio distinguir dois conceitos dentro da concetualiza&ccedil;&atilde;o de pessoa em situa&ccedil;&atilde;o de sem-abrigo: sem teto ou sem casa. Considera-se a situa&ccedil;&atilde;o de &ldquo;sem teto&rdquo;, se uma pessoa se encontrar a viver em espa&ccedil;os de car&aacute;ter p&uacute;blico ou se estiver a viver num abrigo de emerg&ecirc;ncia ou em locais com condi&ccedil;&otilde;es prec&aacute;rias. &Eacute; reconhecida a situa&ccedil;&atilde;o de &ldquo;sem casa", se uma pessoa se encontrar em alojamento tempor&aacute;rio.<br /><br />De acordo com os dados da Estrat&eacute;gia Nacional para a Integra&ccedil;&atilde;o de Pessoas em Situa&ccedil;&atilde;o de Sem-abrigo (ENIPSSA 2017-2023), atualizados a 31 de dezembro de 2021, existiam 9604 pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de sem-abrigo, verificando-se um aumento de 16% em rela&ccedil;&atilde;o a anos anteriores, com uma maior concentra&ccedil;&atilde;o nas zonas metropolitanas de Lisboa e do Porto. Al&eacute;m disso, os estudos remetem para um maior sofrimento psicol&oacute;gico e problem&aacute;ticas associadas nesta popula&ccedil;&atilde;o.<br /><br />Os sentimentos de vergonha, fracasso e receio da mudan&ccedil;a acompanham, frequentemente, este grupo e &eacute; aqui que entra a necessidade de apoio por parte dos&nbsp; servi&ccedil;os de sa&uacute;de a este n&iacute;vel, com articula&ccedil;&atilde;o entre as v&aacute;rias estruturas.<br /><br />No entanto, n&atilde;o podemos encarar as quest&otilde;es de sa&uacute;de sozinhas, uma vez que estas se encontram intimamente ligadas &agrave; dimens&atilde;o social. Assim sendo, existem fatores de risco, quer individuais quer estruturais, que parecem estar associados &agrave; situa&ccedil;&atilde;o de sem-abrigo.<br /><br /><strong>Poss&iacute;veis fatores de risco:</strong><ul><li>Individuais: idade, rede de suporte social, experi&ecirc;ncia de maus-tratos&nbsp; ou outros tipos de viol&ecirc;ncia, doen&ccedil;a mental, abuso de subst&acirc;ncias, entre outros.</li><li>Estruturais: baixo rendimento econ&oacute;mico, custos de sa&uacute;de, desemprego, custos de habita&ccedil;&atilde;o, entre outros.</li></ul><br /><strong>Principais dificuldades enfrentadas pela pessoa em situa&ccedil;&atilde;o de sem-abrigo:</strong><ul><li>Grande parte dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de pressup&otilde;e a indica&ccedil;&atilde;o de uma resid&ecirc;ncia e contacto telef&oacute;nico, que a pessoa pode n&atilde;o ter;</li><li>O estigma que a afeta, infantilizando e culpabilizando a pessoa pela sua situa&ccedil;&atilde;o;</li><li>Dificuldade no estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas seguras, que poder&aacute; estar associada a&nbsp; sentimentos de falta de confian&ccedil;a em si e/ou nos cuidados de sa&uacute;de;</li><li>Frequente escassez de uma rede de apoio (familiares e amigos).</li></ul><br />Perante este cen&aacute;rio, &eacute; importante refor&ccedil;ar os recursos que existem no combate a estas dificuldades. Estes recursos englobam as vertentes de preven&ccedil;&atilde;o, reinser&ccedil;&atilde;o e reabilita&ccedil;&atilde;o e podem surgir na forma de programas comunit&aacute;rios, como o <em>Housing First</em>, que proporcionam habita&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria a pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de sem-abrigo, facilitando, posteriormente, o acesso aos restantes recursos, como o acompanhamento psicol&oacute;gico e social.<br /><br /><strong>Exemplos de implementa&ccedil;&atilde;o de programas Housing First em Portugal:</strong><ul><li>&nbsp;<a href="https://www.assoc-vitae.org/pt/projecto/8" target="_blank">Associa&ccedil;&atilde;o Vitae</a> (Lisboa)</li><li>&nbsp;<a href="https://www.gira.org.pt/projetos/housing-first/" target="_blank">Grupo de interven&ccedil;&atilde;o GIRA</a> (Almada)</li><li><a href="https://www.cruzvermelha.pt/not%C3%ADcias/item/4628-housing-first-pela-erradica%C3%A7%C3%A3o-da-pobreza.html" target="_blank">Cruz Vermelha Portuguesa</a> (Delega&ccedil;&atilde;o de Braga)</li></ul><br />Este modelo tem demonstrado uma elevada taxa de sucesso, proporcionando uma melhor qualidade de vida, bem-estar psicol&oacute;gico e acessibilidade aos recursos.&nbsp;<br />&Eacute; comum estas pessoas sentirem que lhes foi &ldquo;retirado o tapete de debaixo dos p&eacute;s&rdquo;. Muitas vezes, a perda de autoconfian&ccedil;a, funcionalidade e autonomia pode faz&ecirc;-las sentir-se sem escolha. &Eacute; fundamental que exista um investimento cont&iacute;nuo nos recursos e programas que tenham isto &ndash; a necessidade de um apoio hol&iacute;stico para a pessoa em situa&ccedil;&atilde;o de sem-abrigo &ndash; em considera&ccedil;&atilde;o, promovendo o combate &agrave; situa&ccedil;&atilde;o de sem-abrigo.<br /><br />Juntos pela sa&uacute;de mental de todos n&oacute;s,<br /><a href="https://www.manifestamente.org/voluntaacuterios.html">Beatriz Nunes</a><br /><br /><font size="2">Refer&ecirc;ncias:<br />- Conselho de Ministros. (2017). Resolu&ccedil;&atilde;o do Conselho de Ministros n.&ordm; 107/2017:Estrat&eacute;gia Nacional para a Integra&ccedil;&atilde;o de Pessoas em Situa&ccedil;&atilde;o de Sem-Abrigo 2017-2023. Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica.<br />- Estrat&eacute;gia Nacional para a Integra&ccedil;&atilde;o de Pessoas em Situa&ccedil;&atilde;o de Sem-Abrigo. (2017). Conceito de pessoa em situa&ccedil;&atilde;o de sem-abrigo. ENIPSSA.<br />- Grupo de Trabalho para a Monitoriza&ccedil;&atilde;o e Avalia&ccedil;&atilde;o da ENIPSSA. (2022). Inqu&eacute;rito de caracteriza&ccedil;&atilde;o das pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de sem-abrigo: S&iacute;ntese de resultados &ndash; 31 de dezembro de 2021.ENIPSSA.<br />- Jorge, P. (2022). Determinantes do adoecimento mental na popula&ccedil;&atilde;o sem-abrigo. Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, 38(5), 488-95.</font></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A vida não é um problema para resolver]]></title><link><![CDATA[https://www.manifestamente.org/blog/a-vida-nao-e-um-problema-para-resolver]]></link><comments><![CDATA[https://www.manifestamente.org/blog/a-vida-nao-e-um-problema-para-resolver#comments]]></comments><pubDate>Wed, 01 Apr 2026 08:05:48 GMT</pubDate><category><![CDATA[Auto Ajuda]]></category><category><![CDATA[Prevenir]]></category><category><![CDATA[Recursos]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.manifestamente.org/blog/a-vida-nao-e-um-problema-para-resolver</guid><description><![CDATA[ 	 		 			 				 					 						          					 								 					 						  Imagina que est&aacute;s a tomar o pequeno-almo&ccedil;o ou a come&ccedil;ar as tarefas do dia. Onde est&aacute; a tua mente? Provavelmente, j&aacute; est&aacute; na tarefa que ficou por concluir, na mensagem por responder, nas contas por pagar ou nas horas que ter&aacute;s de passar em frente a um ecr&atilde; ou a um livro. O corpo est&aacute; num lugar, mas a cabe&ccedil;a est&aacute; quil&oacute;metros &agrave; frente, a tentar [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="https://www.manifestamente.org/uploads/1/1/5/9/115931813/a-vida-nao-e-um-problema-para-se-resolver_orig.png" alt="Fotografia" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph">Imagina que est&aacute;s a tomar o pequeno-almo&ccedil;o ou a come&ccedil;ar as tarefas do dia. Onde est&aacute; a tua mente? Provavelmente, j&aacute; est&aacute; na tarefa que ficou por concluir, na mensagem por responder, nas contas por pagar ou nas horas que ter&aacute;s de passar em frente a um ecr&atilde; ou a um livro. O corpo est&aacute; num lugar, mas a cabe&ccedil;a est&aacute; quil&oacute;metros &agrave; frente, a tentar resolver problemas que, naquele momento, nem sequer existem.<br></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div>  <!--BLOG_SUMMARY_END--></div>  <div class="paragraph">Entre as nossas orelhas, possu&iacute;mos uma m&aacute;quina extremamente complexa chamada c&eacute;rebro &mdash; ou mente, como preferires chamar. Embora nos ajude a antecipar perigos e a planear o futuro, tem tamb&eacute;m um lado mais desafiante: funciona 24 horas por dia, 365 dias por ano. Raramente conseguimos estar parados, no vazio do sil&ecirc;ncio. A nossa mente encontra sempre algo com que se ocupar ou uma falha para corrigir. Mas ser&aacute; que tem de ser sempre assim?<br /><br /><strong>O &ldquo;Piloto Autom&aacute;tico&rdquo; e a Heran&ccedil;a da Savana</strong><br />Esta forma de funcionar tem ra&iacute;zes profundas. O nosso c&eacute;rebro evoluiu para nos manter vivos, n&atilde;o necessariamente para nos manter conectados com o desenrolar do momento presente. Os nossos antepassados tinham de estar atentos a qualquer som na savana, pois podia ser um le&atilde;o!<br /><br />Hoje, a maioria de n&oacute;s j&aacute; n&atilde;o vive na savana com o perigo iminente de se confrontar com um le&atilde;o, mas o c&eacute;rebro continua a procurar &ldquo;amea&ccedil;as&rdquo;. O problema &eacute; que, agora, as amea&ccedil;as s&atilde;o os prazos, as cr&iacute;ticas ou as nossas pr&oacute;prias inseguran&ccedil;as. Vivemos num estado de alerta constante que gera ansiedade e sofrimento emocional.<br /><br />Felizmente, podemos aprender a usar o c&eacute;rebro como a ferramenta &uacute;til que ele &eacute;, sem ficarmos ref&eacute;ns dele. Para isso, podemos usar a linguagem para distinguir duas formas de agir:<br /><ul><li>O modo fazer: &Eacute; quando usamos a mente como uma ferramenta. &Eacute; excelente para montar um m&oacute;vel, organizar a agenda ou resolver um erro no trabalho. &Eacute; focado em &ldquo;resolver&rdquo;.</li><li>O modo ser ou estar: &Eacute; quando permitimos que a mente apenas observe e estamos conscientes de a observar a observar. &Eacute; focado em aceitar o momento tal como ele &eacute;, sem tentar mud&aacute;-lo ou julg&aacute;-lo.</li></ul><br />A solu&ccedil;&atilde;o para o ru&iacute;do mental n&atilde;o &eacute; tentar &ldquo;parar&rdquo; os pensamentos &agrave; for&ccedil;a &mdash; isso &eacute; t&atilde;o imposs&iacute;vel como tentar parar as ondas do mar. A solu&ccedil;&atilde;o passa por acolh&ecirc;-los e aprender a observ&aacute;-los como se fossem nuvens a passar no c&eacute;u: est&atilde;o l&aacute;, n&oacute;s vemo-los, mas n&atilde;o temos de ir atr&aacute;s deles.<br /><br /><strong>Sentir em vez de Analisar</strong><br />Podemos come&ccedil;ar com gestos pequenos: apreciar o calor da &aacute;gua no duche, sentir o vento no rosto enquanto caminhamos ou ouvir verdadeiramente uma m&uacute;sica, sem estarmos a pensar no que vamos fazer a seguir ou observando com algum distanciamento a presen&ccedil;a desses pensamentos.<br /><br />Notar as sensa&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas do corpo &eacute; uma forma poderosa de dar descanso ao intelecto e permitir-nos, simplesmente, existir. Afinal, a vida n&atilde;o &eacute; um puzzle que precisa de ser resolvido. &Eacute; uma sucess&atilde;o de momentos que pedem abertura, presen&ccedil;a e compaix&atilde;o.<br /><br /><span style="color:rgb(37, 37, 37)">Juntos pela sa&uacute;de mental de todos n&oacute;s,</span><br /><a href="https://www.manifestamente.org/voluntaacuterios.html">Gon&ccedil;alo Matias Santos</a></div>  <div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="https://www.manifestamente.org/uploads/1/1/5/9/115931813/imagem-gon-alo-ia_orig.png" alt="Fotografia" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>  <div class="paragraph"><font size="2">Visual conceptual criado com recurso a IA (Gemini Pro).</font></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="wsite-spacer" style="height:50px;"></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div class="paragraph">Refer&ecirc;ncias:<br />-Hanson, R., &amp; Mendius, R. (2009). Buddha&rsquo;s Brain: The Practical Neuroscience ofHappiness, Love, and Wisdom. New Harbinger Publications.<br />-Hayes, S. C., Strosahl, K. D., &amp; Wilson, K. G. (1999). Acceptance and Commitment Therapy: An Experiential Approach to Behavior Change. Guilford Press.<br />-Segal, Z. V., Williams, J. M. G., &amp; Teasdale, J. D. (2002). Mindfulness-Based Cognitive Therapy for Depression: A New Approach to Preventing Relapse. Guilford Press.<br />-Tolle, E. (1997). The Power of Now: A Guide to Spiritual Enlightenment. Namaste Publishing.<br />-Williams, M., &amp; Penman, D. (2011). Mindfulness: A Practical Guide to Finding Peace in a Frantic World. Piatkus.</div>]]></content:encoded></item></channel></rss>