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<channel><title><![CDATA[ManifestaMente - Blog]]></title><link><![CDATA[https://www.manifestamente.org/blog]]></link><description><![CDATA[Blog]]></description><pubDate>Fri, 17 Apr 2026 16:21:50 +0100</pubDate><generator>Weebly</generator><item><title><![CDATA[Sem chão: Situação de sem-abrigo e saúde mental]]></title><link><![CDATA[https://www.manifestamente.org/blog/sem-chao-situacao-de-sem-abrigo-e-saude-mental]]></link><comments><![CDATA[https://www.manifestamente.org/blog/sem-chao-situacao-de-sem-abrigo-e-saude-mental#comments]]></comments><pubDate>Mon, 06 Apr 2026 08:28:28 GMT</pubDate><category><![CDATA[Ajudar]]></category><category><![CDATA[Estigma]]></category><category><![CDATA[Portugal]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.manifestamente.org/blog/sem-chao-situacao-de-sem-abrigo-e-saude-mental</guid><description><![CDATA[ 	 		 			 				 					 						          					 								 					 						  &#8203;Por vezes, damos as necessidades b&aacute;sicas como garantidas, mas por serem b&aacute;sicas esquecemo-nos que s&atilde;o as que mais falta fazem, se n&atilde;o tivermos acesso a elas. O que parece estar t&atilde;o perto, pode estar somente &agrave; dist&acirc;ncia de uma dificuldade financeira, uma complica&ccedil;&atilde;o familiar ou um desastre natural, como aquele a que recentemente assistimos. Qualquer um de n&oacute [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="https://www.manifestamente.org/uploads/1/1/5/9/115931813/sem-abrigo-saude-mental_orig.png" alt="Fotografia" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph">&#8203;Por vezes, damos as necessidades b&aacute;sicas como garantidas, mas por serem b&aacute;sicas esquecemo-nos que s&atilde;o as que mais falta fazem, se n&atilde;o tivermos acesso a elas. O que parece estar t&atilde;o perto, pode estar somente &agrave; dist&acirc;ncia de uma dificuldade financeira, uma complica&ccedil;&atilde;o familiar ou um desastre natural, como aquele a que recentemente assistimos. Qualquer um de n&oacute;s pode, em circunst&acirc;ncias de vulnerabilidade, deixar de ter resposta a uma necessidade b&aacute;sica, como ao direito fundamental &agrave; habita&ccedil;&atilde;o.</div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div>  <!--BLOG_SUMMARY_END--></div>  <div class="paragraph">Em primeiro lugar, &eacute; necess&aacute;rio distinguir dois conceitos dentro da concetualiza&ccedil;&atilde;o de pessoa em situa&ccedil;&atilde;o de sem-abrigo: sem teto ou sem casa. Considera-se a situa&ccedil;&atilde;o de &ldquo;sem teto&rdquo;, se uma pessoa se encontrar a viver em espa&ccedil;os de car&aacute;ter p&uacute;blico ou se estiver a viver num abrigo de emerg&ecirc;ncia ou em locais com condi&ccedil;&otilde;es prec&aacute;rias. &Eacute; reconhecida a situa&ccedil;&atilde;o de &ldquo;sem casa", se uma pessoa se encontrar em alojamento tempor&aacute;rio.<br /><br />De acordo com os dados da Estrat&eacute;gia Nacional para a Integra&ccedil;&atilde;o de Pessoas em Situa&ccedil;&atilde;o de Sem-abrigo (ENIPSSA 2017-2023), atualizados a 31 de dezembro de 2021, existiam 9604 pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de sem-abrigo, verificando-se um aumento de 16% em rela&ccedil;&atilde;o a anos anteriores, com uma maior concentra&ccedil;&atilde;o nas zonas metropolitanas de Lisboa e do Porto. Al&eacute;m disso, os estudos remetem para um maior sofrimento psicol&oacute;gico e problem&aacute;ticas associadas nesta popula&ccedil;&atilde;o.<br /><br />Os sentimentos de vergonha, fracasso e receio da mudan&ccedil;a acompanham, frequentemente, este grupo e &eacute; aqui que entra a necessidade de apoio por parte dos&nbsp; servi&ccedil;os de sa&uacute;de a este n&iacute;vel, com articula&ccedil;&atilde;o entre as v&aacute;rias estruturas.<br /><br />No entanto, n&atilde;o podemos encarar as quest&otilde;es de sa&uacute;de sozinhas, uma vez que estas se encontram intimamente ligadas &agrave; dimens&atilde;o social. Assim sendo, existem fatores de risco, quer individuais quer estruturais, que parecem estar associados &agrave; situa&ccedil;&atilde;o de sem-abrigo.<br /><br /><strong>Poss&iacute;veis fatores de risco:</strong><ul><li>Individuais: idade, rede de suporte social, experi&ecirc;ncia de maus-tratos&nbsp; ou outros tipos de viol&ecirc;ncia, doen&ccedil;a mental, abuso de subst&acirc;ncias, entre outros.</li><li>Estruturais: baixo rendimento econ&oacute;mico, custos de sa&uacute;de, desemprego, custos de habita&ccedil;&atilde;o, entre outros.</li></ul><br /><strong>Principais dificuldades enfrentadas pela pessoa em situa&ccedil;&atilde;o de sem-abrigo:</strong><ul><li>Grande parte dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de pressup&otilde;e a indica&ccedil;&atilde;o de uma resid&ecirc;ncia e contacto telef&oacute;nico, que a pessoa pode n&atilde;o ter;</li><li>O estigma que a afeta, infantilizando e culpabilizando a pessoa pela sua situa&ccedil;&atilde;o;</li><li>Dificuldade no estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas seguras, que poder&aacute; estar associada a&nbsp; sentimentos de falta de confian&ccedil;a em si e/ou nos cuidados de sa&uacute;de;</li><li>Frequente escassez de uma rede de apoio (familiares e amigos).</li></ul><br />Perante este cen&aacute;rio, &eacute; importante refor&ccedil;ar os recursos que existem no combate a estas dificuldades. Estes recursos englobam as vertentes de preven&ccedil;&atilde;o, reinser&ccedil;&atilde;o e reabilita&ccedil;&atilde;o e podem surgir na forma de programas comunit&aacute;rios, como o <em>Housing First</em>, que proporcionam habita&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria a pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de sem-abrigo, facilitando, posteriormente, o acesso aos restantes recursos, como o acompanhamento psicol&oacute;gico e social.<br /><br /><strong>Exemplos de implementa&ccedil;&atilde;o de programas Housing First em Portugal:</strong><ul><li>&nbsp;<a href="https://www.assoc-vitae.org/pt/projecto/8" target="_blank">Associa&ccedil;&atilde;o Vitae</a> (Lisboa)</li><li>&nbsp;<a href="https://www.gira.org.pt/projetos/housing-first/" target="_blank">Grupo de interven&ccedil;&atilde;o GIRA</a> (Almada)</li><li><a href="https://www.cruzvermelha.pt/not%C3%ADcias/item/4628-housing-first-pela-erradica%C3%A7%C3%A3o-da-pobreza.html" target="_blank">Cruz Vermelha Portuguesa</a> (Delega&ccedil;&atilde;o de Braga)</li></ul><br />Este modelo tem demonstrado uma elevada taxa de sucesso, proporcionando uma melhor qualidade de vida, bem-estar psicol&oacute;gico e acessibilidade aos recursos.&nbsp;<br />&Eacute; comum estas pessoas sentirem que lhes foi &ldquo;retirado o tapete de debaixo dos p&eacute;s&rdquo;. Muitas vezes, a perda de autoconfian&ccedil;a, funcionalidade e autonomia pode faz&ecirc;-las sentir-se sem escolha. &Eacute; fundamental que exista um investimento cont&iacute;nuo nos recursos e programas que tenham isto &ndash; a necessidade de um apoio hol&iacute;stico para a pessoa em situa&ccedil;&atilde;o de sem-abrigo &ndash; em considera&ccedil;&atilde;o, promovendo o combate &agrave; situa&ccedil;&atilde;o de sem-abrigo.<br /><br />Juntos pela sa&uacute;de mental de todos n&oacute;s,<br /><a href="https://www.manifestamente.org/voluntaacuterios.html">Beatriz Nunes</a><br /><br /><font size="2">Refer&ecirc;ncias:<br />- Conselho de Ministros. (2017). Resolu&ccedil;&atilde;o do Conselho de Ministros n.&ordm; 107/2017:Estrat&eacute;gia Nacional para a Integra&ccedil;&atilde;o de Pessoas em Situa&ccedil;&atilde;o de Sem-Abrigo 2017-2023. Di&aacute;rio da Rep&uacute;blica.<br />- Estrat&eacute;gia Nacional para a Integra&ccedil;&atilde;o de Pessoas em Situa&ccedil;&atilde;o de Sem-Abrigo. (2017). Conceito de pessoa em situa&ccedil;&atilde;o de sem-abrigo. ENIPSSA.<br />- Grupo de Trabalho para a Monitoriza&ccedil;&atilde;o e Avalia&ccedil;&atilde;o da ENIPSSA. (2022). Inqu&eacute;rito de caracteriza&ccedil;&atilde;o das pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de sem-abrigo: S&iacute;ntese de resultados &ndash; 31 de dezembro de 2021.ENIPSSA.<br />- Jorge, P. (2022). Determinantes do adoecimento mental na popula&ccedil;&atilde;o sem-abrigo. Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, 38(5), 488-95.</font></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A vida não é um problema para resolver]]></title><link><![CDATA[https://www.manifestamente.org/blog/a-vida-nao-e-um-problema-para-resolver]]></link><comments><![CDATA[https://www.manifestamente.org/blog/a-vida-nao-e-um-problema-para-resolver#comments]]></comments><pubDate>Wed, 01 Apr 2026 08:05:48 GMT</pubDate><category><![CDATA[Auto Ajuda]]></category><category><![CDATA[Prevenir]]></category><category><![CDATA[Recursos]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.manifestamente.org/blog/a-vida-nao-e-um-problema-para-resolver</guid><description><![CDATA[ 	 		 			 				 					 						          					 								 					 						  Imagina que est&aacute;s a tomar o pequeno-almo&ccedil;o ou a come&ccedil;ar as tarefas do dia. Onde est&aacute; a tua mente? Provavelmente, j&aacute; est&aacute; na tarefa que ficou por concluir, na mensagem por responder, nas contas por pagar ou nas horas que ter&aacute;s de passar em frente a um ecr&atilde; ou a um livro. O corpo est&aacute; num lugar, mas a cabe&ccedil;a est&aacute; quil&oacute;metros &agrave; frente, a tentar [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="https://www.manifestamente.org/uploads/1/1/5/9/115931813/a-vida-nao-e-um-problema-para-se-resolver_orig.png" alt="Fotografia" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph">Imagina que est&aacute;s a tomar o pequeno-almo&ccedil;o ou a come&ccedil;ar as tarefas do dia. Onde est&aacute; a tua mente? Provavelmente, j&aacute; est&aacute; na tarefa que ficou por concluir, na mensagem por responder, nas contas por pagar ou nas horas que ter&aacute;s de passar em frente a um ecr&atilde; ou a um livro. O corpo est&aacute; num lugar, mas a cabe&ccedil;a est&aacute; quil&oacute;metros &agrave; frente, a tentar resolver problemas que, naquele momento, nem sequer existem.<br></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div>  <!--BLOG_SUMMARY_END--></div>  <div class="paragraph">Entre as nossas orelhas, possu&iacute;mos uma m&aacute;quina extremamente complexa chamada c&eacute;rebro &mdash; ou mente, como preferires chamar. Embora nos ajude a antecipar perigos e a planear o futuro, tem tamb&eacute;m um lado mais desafiante: funciona 24 horas por dia, 365 dias por ano. Raramente conseguimos estar parados, no vazio do sil&ecirc;ncio. A nossa mente encontra sempre algo com que se ocupar ou uma falha para corrigir. Mas ser&aacute; que tem de ser sempre assim?<br /><br /><strong>O &ldquo;Piloto Autom&aacute;tico&rdquo; e a Heran&ccedil;a da Savana</strong><br />Esta forma de funcionar tem ra&iacute;zes profundas. O nosso c&eacute;rebro evoluiu para nos manter vivos, n&atilde;o necessariamente para nos manter conectados com o desenrolar do momento presente. Os nossos antepassados tinham de estar atentos a qualquer som na savana, pois podia ser um le&atilde;o!<br /><br />Hoje, a maioria de n&oacute;s j&aacute; n&atilde;o vive na savana com o perigo iminente de se confrontar com um le&atilde;o, mas o c&eacute;rebro continua a procurar &ldquo;amea&ccedil;as&rdquo;. O problema &eacute; que, agora, as amea&ccedil;as s&atilde;o os prazos, as cr&iacute;ticas ou as nossas pr&oacute;prias inseguran&ccedil;as. Vivemos num estado de alerta constante que gera ansiedade e sofrimento emocional.<br /><br />Felizmente, podemos aprender a usar o c&eacute;rebro como a ferramenta &uacute;til que ele &eacute;, sem ficarmos ref&eacute;ns dele. Para isso, podemos usar a linguagem para distinguir duas formas de agir:<br /><ul><li>O modo fazer: &Eacute; quando usamos a mente como uma ferramenta. &Eacute; excelente para montar um m&oacute;vel, organizar a agenda ou resolver um erro no trabalho. &Eacute; focado em &ldquo;resolver&rdquo;.</li><li>O modo ser ou estar: &Eacute; quando permitimos que a mente apenas observe e estamos conscientes de a observar a observar. &Eacute; focado em aceitar o momento tal como ele &eacute;, sem tentar mud&aacute;-lo ou julg&aacute;-lo.</li></ul><br />A solu&ccedil;&atilde;o para o ru&iacute;do mental n&atilde;o &eacute; tentar &ldquo;parar&rdquo; os pensamentos &agrave; for&ccedil;a &mdash; isso &eacute; t&atilde;o imposs&iacute;vel como tentar parar as ondas do mar. A solu&ccedil;&atilde;o passa por acolh&ecirc;-los e aprender a observ&aacute;-los como se fossem nuvens a passar no c&eacute;u: est&atilde;o l&aacute;, n&oacute;s vemo-los, mas n&atilde;o temos de ir atr&aacute;s deles.<br /><br /><strong>Sentir em vez de Analisar</strong><br />Podemos come&ccedil;ar com gestos pequenos: apreciar o calor da &aacute;gua no duche, sentir o vento no rosto enquanto caminhamos ou ouvir verdadeiramente uma m&uacute;sica, sem estarmos a pensar no que vamos fazer a seguir ou observando com algum distanciamento a presen&ccedil;a desses pensamentos.<br /><br />Notar as sensa&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas do corpo &eacute; uma forma poderosa de dar descanso ao intelecto e permitir-nos, simplesmente, existir. Afinal, a vida n&atilde;o &eacute; um puzzle que precisa de ser resolvido. &Eacute; uma sucess&atilde;o de momentos que pedem abertura, presen&ccedil;a e compaix&atilde;o.<br /><br /><span style="color:rgb(37, 37, 37)">Juntos pela sa&uacute;de mental de todos n&oacute;s,</span><br /><a href="https://www.manifestamente.org/voluntaacuterios.html">Gon&ccedil;alo Matias Santos</a></div>  <div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="https://www.manifestamente.org/uploads/1/1/5/9/115931813/imagem-gon-alo-ia_orig.png" alt="Fotografia" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>  <div class="paragraph"><font size="2">Visual conceptual criado com recurso a IA (Gemini Pro).</font></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="wsite-spacer" style="height:50px;"></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div class="paragraph">Refer&ecirc;ncias:<br />-Hanson, R., &amp; Mendius, R. (2009). Buddha&rsquo;s Brain: The Practical Neuroscience ofHappiness, Love, and Wisdom. New Harbinger Publications.<br />-Hayes, S. C., Strosahl, K. D., &amp; Wilson, K. G. (1999). Acceptance and Commitment Therapy: An Experiential Approach to Behavior Change. Guilford Press.<br />-Segal, Z. V., Williams, J. M. G., &amp; Teasdale, J. D. (2002). Mindfulness-Based Cognitive Therapy for Depression: A New Approach to Preventing Relapse. Guilford Press.<br />-Tolle, E. (1997). The Power of Now: A Guide to Spiritual Enlightenment. Namaste Publishing.<br />-Williams, M., &amp; Penman, D. (2011). Mindfulness: A Practical Guide to Finding Peace in a Frantic World. Piatkus.</div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Obrigada pelos donativos em 2025]]></title><link><![CDATA[https://www.manifestamente.org/blog/obrigada-pelos-donativos-em-2025]]></link><comments><![CDATA[https://www.manifestamente.org/blog/obrigada-pelos-donativos-em-2025#comments]]></comments><pubDate>Mon, 09 Mar 2026 15:24:06 GMT</pubDate><category><![CDATA[manifestaMente]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.manifestamente.org/blog/obrigada-pelos-donativos-em-2025</guid><description><![CDATA[ 	 		 			 				 					 						          					 								 					 						  A ManifestaMente &eacute; uma associa&ccedil;&atilde;o sem fins lucrativos, onde grande parte do trabalho que fazemos &eacute; volunt&aacute;rio. Por esse motivo, cada contribui&ccedil;&atilde;o &eacute; valiosa e representa um enorme incentivo para continuarmos a realizar os nossos projetos.   					 							 		 	       Foi surpreendente a generosidade, empatia e altru&iacute;smo com que fomos presenteados em 2025. Queremos por iss [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="https://www.manifestamente.org/uploads/1/1/5/9/115931813/donativos-2025-blog_orig.png" alt="Fotografia" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph">A ManifestaMente &eacute; uma associa&ccedil;&atilde;o sem fins lucrativos, onde grande parte do trabalho que fazemos &eacute; volunt&aacute;rio. Por esse motivo, cada contribui&ccedil;&atilde;o &eacute; valiosa e representa um enorme incentivo para continuarmos a realizar os nossos projetos.</div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div>  <!--BLOG_SUMMARY_END--></div>  <div class="paragraph">Foi surpreendente a generosidade, empatia e altru&iacute;smo com que fomos presenteados em 2025. Queremos por isso agradecer sinceramente:<ul><li>ao Pedro Concei&ccedil;&atilde;o e &agrave; Sara Martins que celebraram o seu casamento com um donativo no valor de 400&euro;</li><li>&agrave; iniciativa <a href="https://www.facebook.com/Fellowsride" target="_blank">&ldquo;Fellows Ride Lisboa - Com a viseira aberta para a depress&atilde;o&rdquo;</a> que angariou 500&euro; atrav&eacute;s do seu projeto de consciencializa&ccedil;&atilde;o para a depress&atilde;o</li><li>A todos os da nossa comunidade que juntos contribu&iacute;ram com um total de 98.30&euro;</li></ul><br />&Eacute; realmente inspirador contar com todas estas retribui&ccedil;&otilde;es por parte da sociedade civil, que s&atilde;o essenciais para o normal funcionamento da Associa&ccedil;&atilde;o. Gra&ccedil;as a voc&ecirc;s foi poss&iacute;vel assegurar os custos decorrentes das nossas obriga&ccedil;&otilde;es legais, canais de comunica&ccedil;&atilde;o online e da &uacute;nica funcion&aacute;ria da associa&ccedil;&atilde;o - a incr&iacute;vel <a href="https://www.manifestamente.org/equipa.html">Sofia</a> que trabalha a tempo parcial (embora com dedica&ccedil;&atilde;o total) &agrave; ManifestaMente.&nbsp;<br /><br />Contribuir com um donativo &eacute; uma &oacute;tima forma de ajudar a ManifestaMente. Somos uma Iniciativa Cidad&atilde; pela Sa&uacute;de Mental e voc&ecirc;s s&atilde;o a prova de que cada um de n&oacute;s pode contribuir para cuidar da sa&uacute;de mental de todos!<br /><br />Um obrigado sentido a todos os que nos permitiram crescer e chegar mais longe em 2025!<br /><br />Ver tamb&eacute;m:<br />-&nbsp;<a href="https://www.manifestamente.org/blog/mais-uma-volta-ao-sol-balanco-de-2025">Mais uma volta ao sol - balan&ccedil;o de 2025&#8203;</a><br /><br /><span style="color:rgb(37, 37, 37)">Juntos pela Sa&uacute;de Mental de Todos N&oacute;s,</span><br /><span style="color:rgb(37, 37, 37)">ManifestaMente,&nbsp;</span><a href="https://www.manifestamente.org/equipa.html">Ana Ferreira</a></div>  <div style="text-align:left;"><div style="height: 10px; overflow: hidden;"></div> <a class="wsite-button wsite-button-small wsite-button-highlight" href="https://www.manifestamente.org/fazer-um-donativo.html" > <span class="wsite-button-inner">fazer um donativo</span> </a> <div style="height: 10px; overflow: hidden;"></div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Mais uma volta ao sol - balanço de 2025]]></title><link><![CDATA[https://www.manifestamente.org/blog/mais-uma-volta-ao-sol-balanco-de-2025]]></link><comments><![CDATA[https://www.manifestamente.org/blog/mais-uma-volta-ao-sol-balanco-de-2025#comments]]></comments><pubDate>Mon, 09 Mar 2026 15:02:28 GMT</pubDate><category><![CDATA[manifestaMente]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.manifestamente.org/blog/mais-uma-volta-ao-sol-balanco-de-2025</guid><description><![CDATA[ 	 		 			 				 					 						          					 								 					 						  Mais uma volta ao sol, mais um ano em cheio! Em 2025 conclu&iacute;mos e inici&aacute;mos novos projetos e ainda come&ccedil;&aacute;mos a sonhar com outros!   					 							 		 	       Em maio de 2025 lan&ccedil;&aacute;mos o Kit B&aacute;sico de Sa&uacute;de Mental para Jovens, mais uma ferramenta de promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de mental, desta vez dedicada aos jovens dos 14 aos 19 anos. &Eacute; composto por cinco v&iacu [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="https://www.manifestamente.org/uploads/1/1/5/9/115931813/resumo-2025-blog_orig.png" alt="Fotografia" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph">Mais uma volta ao sol, mais um ano em cheio! Em 2025 conclu&iacute;mos e inici&aacute;mos novos projetos e ainda come&ccedil;&aacute;mos a sonhar com outros!</div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div>  <!--BLOG_SUMMARY_END--></div>  <div class="paragraph">Em maio de 2025 lan&ccedil;&aacute;mos o <a href="https://www.manifestamente.org/kit-jovens.html">Kit B&aacute;sico de Sa&uacute;de Mental para Jovens</a>, mais uma ferramenta de promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de mental, desta vez dedicada aos jovens dos 14 aos 19 anos. &Eacute; composto por cinco v&iacute;deos, cada um subordinado a um tema pertinente e acompanhado por materiais suplementares para aprofundar o tema em contexto escolar ou familiar. Lan&ccedil;&aacute;mos uma campanha de sensibiliza&ccedil;&atilde;o online a at&eacute; criamos uma p&aacute;gina no <a href="https://www.tiktok.com/@associacaomanifestamente" target="_blank">TikTok</a>!&nbsp;<br />&nbsp;<br />No ano letivo de 2025/2026 lan&ccedil;&aacute;mos mais uma edi&ccedil;&atilde;o do programa &ldquo;<a href="https://www.manifestamente.org/de-pequenino-a-torcer-pela-sauacutede-mental.html">De Pequenino a Torcer pela Sa&uacute;de Mental"</a>, desta vez, com duas vertentes, crian&ccedil;as e jovens:<ul><li>A 3&ordf; edi&ccedil;&atilde;o da vertente crian&ccedil;as visa implementar o Kit B&aacute;sico de Sa&uacute;de Mental para Crian&ccedil;as nas escolas, de forma aut&oacute;noma, pelos professores, educadores de inf&acirc;ncia ou psic&oacute;logos escolares.</li><li>A 2&ordf; edi&ccedil;&atilde;o da vertente jovens organiza e facilita a implementa&ccedil;&atilde;o do Kit B&aacute;sico de Sa&uacute;de Mental para Jovens, destinado a adolescentes dos 14 aos 19 anos.</li></ul> Neste ano letivo, tivemos mais de 3100 turmas inscritas no programa!<br /><br />Implement&aacute;mos uma edi&ccedil;&atilde;o do Programa de Capacita&ccedil;&atilde;o de Dinamizadores Locais - com adapta&ccedil;&atilde;o dos conte&uacute;dos program&aacute;ticos e extens&atilde;o do per&iacute;odo de supervis&atilde;o para tr&ecirc;s anos - especificamente para o contexto universit&aacute;rio do Grupo Aut&oacute;noma.<br /><br />Foi tamb&eacute;m em 2025 que come&ccedil;&aacute;mos a planear o nosso pr&oacute;ximo grande projeto&hellip; Ainda estamos numa fase preparat&oacute;ria, mas podemos adiantar que continuamos a investir na sa&uacute;de mental dos nossos queridos jovens!&nbsp;<br />&nbsp;<br />Como sempre, continu&aacute;mos a crescer e a participar em v&aacute;rias iniciativas, nomeadamente na <a href="https://www.manifestamente.org/media.html">comunica&ccedil;&atilde;o social</a> e em encontros dedicados &agrave; Sa&uacute;de Mental ao longo de 2025.<br /><br />Obrigada por nos acompanharem nesta viagem, pela sa&uacute;de mental de todos n&oacute;s!<br /><br />Ver tamb&eacute;m:<br />-&nbsp;<a href="https://www.manifestamente.org/blog/resultados-kit-basico-de-saude-mental-para-jovens">Resultados: Kit B&aacute;sico de Sa&uacute;de Mental para Jovens</a><br />-&nbsp;<a href="https://www.manifestamente.org/blog/obrigada-pelos-donativos-em-2025">Obrigada pelos donativos em 2025</a><br /><br />Juntos pela Sa&uacute;de Mental de Todos N&oacute;s,<br />ManifestaMente, <a href="https://www.manifestamente.org/equipa.html">Beatriz Louren&ccedil;o</a></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Millennials, dating e a dificuldade real de criar vínculo]]></title><link><![CDATA[https://www.manifestamente.org/blog/millennials-dating-e-a-dificuldade-real-de-criar-vinculo]]></link><comments><![CDATA[https://www.manifestamente.org/blog/millennials-dating-e-a-dificuldade-real-de-criar-vinculo#comments]]></comments><pubDate>Fri, 13 Feb 2026 12:33:38 GMT</pubDate><category><![CDATA[Rela&ccedil;&otilde;es]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.manifestamente.org/blog/millennials-dating-e-a-dificuldade-real-de-criar-vinculo</guid><description><![CDATA[ 	 		 			 				 					 						          					 								 					 						  Ao longo da &uacute;ltima d&eacute;cada, tenho sentido uma realidade, dentro e fora do consult&oacute;rio, que se repete como um disco riscado, e talvez tu tamb&eacute;m: &ldquo;Conhe&ccedil;o pessoas. Tenho dates/encontros. Mas n&atilde;o consigo construir nada&rdquo;.   					 							 		 	       Pensei durante algum tempo que isto fosse apenas uma impress&atilde;o cl&iacute;nica, uma esp&eacute;cie de eco seletivo do consult&oacu [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="https://www.manifestamente.org/uploads/1/1/5/9/115931813/millennials-dating-blog_orig.png" alt="Fotografia" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph">Ao longo da &uacute;ltima d&eacute;cada, tenho sentido uma realidade, dentro e fora do consult&oacute;rio, que se repete como um disco riscado, e talvez tu tamb&eacute;m: &ldquo;Conhe&ccedil;o pessoas. Tenho dates/encontros. Mas n&atilde;o consigo construir nada&rdquo;.</div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div>  <!--BLOG_SUMMARY_END--></div>  <div class="paragraph"><span>Pensei durante algum tempo que isto fosse apenas uma impress&atilde;o cl&iacute;nica, uma esp&eacute;cie de eco seletivo do consult&oacute;rio e da minha comunidade. No entanto, ao investigar um pouco mais, percebi que a verdade &eacute; que o </span><strong>contexto relacional mudou globalmente</strong><span>, e h&aacute; evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica e dados sociais que ajudam a colocar uma lupa nesta sensa&ccedil;&atilde;o.&nbsp;<br />&#8203;</span><br />Como acredito que o amor &eacute; o motor da vida e a gravidade invis&iacute;vel que mant&eacute;m o mundo no lugar, recuso-me a &ldquo;baixar os bra&ccedil;os&rdquo; perante este cen&aacute;rio &ndash; e, para construir esperan&ccedil;a , acredito que &eacute; necess&aacute;rio primeiro assumirmos a realidade:<strong> as probabilidades e os custos psicol&oacute;gicos mudaram</strong>.<br /><br />O que antes era sobretudo um encontro mediado por contexto (amigos, trabalho, bairro, comunidade) passou, para muita gente, a ser um encontro mediado por sistema: <strong>plataformas, perfis, m&eacute;tricas, compara&ccedil;&otilde;es, microdecis&otilde;es r&aacute;pidas</strong>. E isto mexe com o v&iacute;nculo que (n&atilde;o) se cria, de forma muito subtil.<br /><br />Durante uma forma&ccedil;&atilde;o com a minha supervisora, onde o tema era, precisamente, a vincula&ccedil;&atilde;o, naveg&aacute;mos numa conversa sobre este aspeto da modernidade: o <strong><em>dating</em> contempor&acirc;neo tende a aumentar a exposi&ccedil;&atilde;o e a reduzir a continuidade</strong>. Mais contactos poss&iacute;veis, <strong>menos tecido social a segurar a hist&oacute;ria.</strong><br /><br /><strong><font size="4">O que a ci&ecirc;ncia (j&aacute;) consegue dizer e o que ainda n&atilde;o consegue</font></strong><br /><br /><font size="3">H&aacute; tr&ecirc;s pe&ccedil;as bastante robustas:</font><br /><br /><strong>A. Conhecer online tornou-se uma via dominante (em v&aacute;rios cen&aacute;rios), e isso desloca &ldquo;terceiros&rdquo;, que antes davam contexto e confian&ccedil;a.</strong><br />O trabalho de Rosenfeld e colegas mostra como o &ldquo;<em>online meeting</em>&rdquo; ganhou centralidade e como o encontro mediado por amigos/fam&iacute;lia perde peso, alterando a forma como a confian&ccedil;a se constr&oacute;i (menos reputa&ccedil;&atilde;o, menos contexto partilhado, menos rede comum).&nbsp;<br /><br /><strong>B. &ldquo;Muita escolha&rdquo; pode levar a&nbsp; maior rejei&ccedil;&atilde;o e menos investimento.</strong><br />Um estudo sobre &ldquo;<em>choice overload</em>&rdquo; (sobrecarga de escolha) e &ldquo;<em>rejection mindset&rdquo;</em> (mentalidade de rejei&ccedil;&atilde;o) sugere que o acesso cont&iacute;nuo a muitos potenciais parceiros pode levar ao desenvolvimento de uma postura mais pessimista ou rejeitadora, o que afeta a disposi&ccedil;&atilde;o para investir.&nbsp;<br /><br /><strong>C. As apps n&atilde;o s&atilde;o &ldquo;boas&rdquo; ou &ldquo;m&aacute;s&rdquo; por si mesmas; t&ecirc;m efeitos previs&iacute;veis sobre a cogni&ccedil;&atilde;o e v&iacute;nculo.</strong><br />A an&aacute;lise cr&iacute;tica de Finkel e colegas (PSPI) &eacute; &uacute;til por ser equilibrada: as plataformas aumentam o acesso, mas tamb&eacute;m podem incentivar a <strong>comoditiza&ccedil;&atilde;o</strong> &ndash; quando come&ccedil;amos a tratar pessoas como se fossem um produto numa prateleira, <strong>algo compar&aacute;vel, substitu&iacute;vel, &ldquo;escolh&iacute;vel&rdquo;, com base em caracter&iacute;sticas de r&aacute;pida perce&ccedil;&atilde;o, em vez de algu&eacute;m com uma hist&oacute;ria, complexidade e um processo de v&iacute;nculo que precisa de tempo</strong> &mdash;, compara&ccedil;&atilde;o e menor compromisso, dependendo de como s&atilde;o usadas e desenhadas.&nbsp;<br /><br />No entanto, h&aacute; muita coisa que ainda s&oacute; podemos medir qualitativamente atrav&eacute;s da nossa experi&ecirc;ncia &ndash; ainda &eacute; algo dif&iacute;cil de medir porque os dados detalhados das plataformas n&atilde;o s&atilde;o p&uacute;blicos. Portanto, &ldquo;est&aacute; mais dif&iacute;cil&rdquo; n&atilde;o &eacute; uma frase com uma &uacute;nica m&eacute;trica. &Eacute; um mosaico: <strong>mudan&ccedil;as nas rotinas, na economia, na vida social, nas expectativas, no g&eacute;nero e no <em>design do dating</em></strong> (ou estrutura dos encontros).<br /><br /><strong><font size="4">Apps: quando a facilidade de conhecer colide com a dificuldade em escolher</font></strong><br /><br />As aplica&ccedil;&otilde;es resolveram um problema antigo com uma solu&ccedil;&atilde;o &oacute;tima: <em>como conhe&ccedil;o algu&eacute;m fora do meu c&iacute;rculo?</em><br />Mas criaram um problema novo: como &eacute; que eu paro de procurar e come&ccedil;o a construir?<br /><br />H&aacute; tr&ecirc;s mecanismos psicol&oacute;gicos comuns:<br /><br /><strong>1. O c&eacute;rebro entra em &ldquo;modo cat&aacute;logo&rdquo;</strong><br />Num cat&aacute;logo, as pessoas tornam-se compar&aacute;veis. E, quando tudo &eacute; compar&aacute;vel, tudo &eacute; substitu&iacute;vel.<br />Isto n&atilde;o significa que sejamos &ldquo;frios&rdquo;. Significa que o ambiente nos treina mais para <strong>avaliar</strong> do que para <strong>encontrar</strong>.<br /><br />A investiga&ccedil;&atilde;o aponta precisamente para esse risco: navegar e comparar muitos perfis pode levar a uma objetifica&ccedil;&atilde;o da pessoa e reduzir a disposi&ccedil;&atilde;o para compromisso.&nbsp;<br /><br /><strong>2. Recompensas pequenas e intermitentes: a &ldquo;m&aacute;quina&rdquo; de manter a esperan&ccedil;a</strong><br />Match. Mensagem. Sil&ecirc;ncio. Match. Conversa. &ldquo;Talvez&rdquo;.<br />Isto &eacute; emocionalmente exaustivo, porque funciona em refor&ccedil;o intermitente: d&aacute; o suficiente para manter a esperan&ccedil;a, <strong>n&atilde;o o</strong> <strong>suficiente para consolidar seguran&ccedil;a.</strong><br /><br />E isto liga-se ao que hoje j&aacute; aparece na literatura como <strong><em>dating app burnout</em></strong> (exaust&atilde;o emocional, inefic&aacute;cia, despersonaliza&ccedil;&atilde;o da experi&ecirc;ncia de utiliza&ccedil;&atilde;o das apps).&nbsp;<br /><br /><strong>3. <em>Ghosting</em> e dissolu&ccedil;&atilde;o &ldquo;sem narrativa&rdquo;</strong><br />Quando uma liga&ccedil;&atilde;o termina sem explica&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o termina apenas a rela&ccedil;&atilde;o, termina tamb&eacute;m a possibilidade de &ldquo;fecho&rdquo; interno. E isso deixa res&iacute;duos: rumina&ccedil;&atilde;o, culpa, hipervigil&acirc;ncia no pr&oacute;ximo encontro.<br /><br /><strong><font size="4">Diferen&ccedil;as de experi&ecirc;ncia entre g&eacute;neros: ru&iacute;do vs invisibilidade</font></strong><br /><br />Aqui, os dados ajudam-nos a sair de uma guerra de narrativas comum entre g&eacute;neros (&ldquo;<em>para voc&ecirc;s &eacute; f&aacute;cil</em>&rdquo;; &ldquo;<em>para voc&ecirc;s &eacute; imposs&iacute;vel</em>&rdquo;.)<br /><br />O Pew Research Center (2023) mostra um padr&atilde;o consistente:<ul><li>Muitas mulheres reportam sentir-se <strong>sobrecarregadas</strong> com mensagens e tamb&eacute;m mais experi&ecirc;ncias negativas (ass&eacute;dio, conte&uacute;do sexual n&atilde;o solicitado);</li><li>Muitos homens reportam maior<strong> inseguran&ccedil;a</strong> por falta de mensagens/retorno.</li></ul><br />Isto cria uma assimetria que distorce o v&iacute;nculo logo na origem: para umas, o desafio &eacute; filtrar ru&iacute;do e risco; para os outros, o desafio &eacute; lidar com escassez e rejei&ccedil;&atilde;o.&nbsp;<br /><br />Depois, h&aacute; a consequ&ecirc;ncia subtil: quando o in&iacute;cio &eacute; vivido como &ldquo;mercado&rdquo; (seja por excesso, seja por escassez), <strong>a tend&ecirc;ncia &eacute; entrar no encontro com menos ternura e gentileza e mais estrat&eacute;gia, o que raramente ajuda a criar intimidade</strong>.<br /><br /><strong><font size="4">Vida offline: o outro lado do problema (e talvez o mais esquecido)</font></strong><br /><br />Mesmo quem n&atilde;o usa apps, descreve, muitas vezes, algo parecido: &ldquo;N&atilde;o conhe&ccedil;o pessoas novas&rdquo;.<br /><br />Aqui entra uma ideia: <strong>o romance moderno exige uma coisa estranha, que encontremos o amor &ldquo;naturalmente&rdquo;, numa vida que j&aacute; n&atilde;o cria condi&ccedil;&otilde;es naturais para encontros</strong>.<br /><br /><strong><font size="4">A eros&atilde;o dos &ldquo;terceiros lugares&rdquo;</font></strong><br /><br />O soci&oacute;logo Ray Oldenburg chamou &ldquo;<em>third places</em>&rdquo; aos espa&ccedil;os entre casa e trabalho onde a vida social acontece com leveza: caf&eacute;s, bibliotecas, associa&ccedil;&otilde;es, clubes, aulas, vizinhan&ccedil;a. Hoje, estes locais correm o risco de perder relev&acirc;ncia e o amor fica assim dependente de:<ul><li>trabalho (cada vez mais fechado/online), ou</li><li>apps (cada vez mais cansativas)</li></ul><br />A ideia de &ldquo;terceiro lugar&rdquo; &eacute; um bom mapa para perceber porque &eacute; que a vida offline parece mais limitada.&nbsp;<br /><br /><strong><font size="4">Tempo: a intimidade precisa de repeti&ccedil;&atilde;o e n&oacute;s vivemos de exce&ccedil;&otilde;es</font></strong><br /><br />O v&iacute;nculo n&atilde;o nasce s&oacute; de qu&iacute;mica. Nasce de repeti&ccedil;&atilde;o com seguran&ccedil;a suficiente para relaxar.<br /><br />Mas a vida dos 25 aos 45 anos (carreira, instabilidade, m&uacute;ltiplos trabalhos, desloca&ccedil;&otilde;es, burnout) cria uma cultura de &ldquo;janela&rdquo;: <strong>&ldquo;Tenho ter&ccedil;a &agrave; noite, mas n&atilde;o sei como vou estar.&rdquo;</strong><br /><br />E isto liga-se a algo maior: quando a vida fica demasiado cheia, o <em>dating</em> transforma-se numa tarefa&hellip; E a tarefa mata o desejo.<br /><br /><strong><font size="4">Habita&ccedil;&atilde;o e transi&ccedil;&otilde;es adiadas &ndash; o &ldquo;elefante na sala&rdquo;</font></strong><br /><br />H&aacute; dados europeus a mostrar mudan&ccedil;as estruturais: aumento de agregados unipessoais na Uni&atilde;o Europeia e evid&ecirc;ncia de que a crise da habita&ccedil;&atilde;o est&aacute; a atrasar transi&ccedil;&otilde;es para autonomia e forma&ccedil;&atilde;o de casa (incluindo jovens adultos empregados a viver com os pais, por pa&iacute;s, em 2022).&nbsp;<br /><br />Isto n&atilde;o explica tudo, mas muda o terreno: viver em suspens&atilde;o entre casa dos pais, partilhas de casa e rendas incomport&aacute;veis, altera a sensa&ccedil;&atilde;o de privacidade, a energia, o projeto de vida e at&eacute; a forma como algu&eacute;m se apresenta no <em>dating </em>(&ldquo;n&atilde;o sei bem o que posso oferecer&rdquo;, &ldquo;n&atilde;o posso prometer muito&rdquo;).&nbsp;<br /><br /><strong><font size="4">O pano de fundo emocional: mais solid&atilde;o, menos comunidade</font></strong><br /><br />A solid&atilde;o n&atilde;o &eacute; s&oacute; &ldquo;n&atilde;o ter ningu&eacute;m&rdquo;. &Eacute; sentir que n&atilde;o se tem com quem partilhar al&eacute;m de uma hist&oacute;ria, uma vida, nas suas variadas vers&otilde;es.&nbsp;<br />O Joint Research Centre da Comiss&atilde;o Europeia criou o primeiro inqu&eacute;rito a n&iacute;vel da UE sobre solid&atilde;o (2022) e apresenta estimativas de preval&ecirc;ncia e padr&otilde;es sociodemogr&aacute;ficos.&nbsp;<br /><br />Quando este pano de fundo est&aacute; presente, &eacute; f&aacute;cil que o <em>dating</em> se torne um movimento pendular:<ul><li>procurar parceiro(a) para aliviar a solid&atilde;o</li><li>cansar-se e retirar-se da rela&ccedil;&atilde;o para n&atilde;o se sofrer</li><li>voltar a procurar algu&eacute;m porque a solid&atilde;o volta</li></ul><br /><strong><font size="4">E o que podemos fazer perante este cen&aacute;rio? Ideias pr&aacute;ticas que aumentam probabilidade de v&iacute;nculo (sem moralismos e f&oacute;rmulas m&aacute;gicas)</font></strong><br /><br /><strong>1. Trocar &ldquo;maximizar escolha&rdquo; por &ldquo;maximizar condi&ccedil;&otilde;es&rdquo;</strong><br />Uma pergunta simples antes de abrir a app:<br />Estou a procurar um encontro ou &ldquo;anestesia&rdquo;?<br />Se a resposta for &ldquo;anestesia&rdquo;, a experi&ecirc;ncia tender&aacute; a deixar-te pior (porque nunca chega!).<br /><br /><strong>2. Definir um ritual de utiliza&ccedil;&atilde;o da app (porque o infinito cansa)</strong><ul><li>2-3 per&iacute;odos de tempo por semana (por exemplo, 20&ndash;30 min)</li><li>sem <em>swiping</em> na cama (associa a ansiedade ao descanso)</li><li>pausa de 1-2 semanas quando surgir satura&ccedil;&atilde;o (isto &eacute; higiene, n&atilde;o desist&ecirc;ncia)</li></ul><br />A literatura sobre fadiga/<em>burnout</em> ajuda a legitimar este cuidado como algo comum, n&atilde;o como fraqueza.<br />&nbsp;<br /><strong>3. Menos conversas, mais encontros (com crit&eacute;rios de seguran&ccedil;a)</strong><br />Para reduzir o &ldquo;purgat&oacute;rio de mensagens&rdquo;:<ul><li>Algumas mensagens para testar interesses/valores b&aacute;sicos;</li><li>Proposta de encontro breve para caf&eacute;;</li><li>Se n&atilde;o h&aacute; <em>follow-up</em> consistente, n&atilde;o alongar.</li></ul><br />Isto combate o efeito de refor&ccedil;o intermitente e a fantasia do &ldquo;quase&rdquo;.<br /><br /><strong>4. Um protocolo &ldquo;anti-cat&aacute;logo&rdquo;: tr&ecirc;s perguntas que humanizam</strong><br />Em vez do tentador &ldquo;O que fazes?&rdquo; &ndash; que, claro, faz parte &ndash; tentar tamb&eacute;m outras abordagens, como por exemplo:<ul><li>&ldquo;O que te tem dado energia ultimamente?&rdquo;</li><li>&ldquo;O que aprendeste sobre ti numa rela&ccedil;&atilde;o anterior?&rdquo;</li><li>&ldquo;O que &eacute; um bom domingo para ti?&rdquo;</li></ul><br />Parece um passo pequeno, mas faz com que a pessoa passe de <strong>produto a hist&oacute;ria.</strong><br /><br /><strong><font size="3">5. Recriar vida offline com inten&ccedil;&atilde;o (o ant&iacute;doto dos terceiros lugares)</font></strong><br />Se n&atilde;o existem encontros espont&acirc;neos, cria-se probabilidade:<ul><li>Uma atividade semanal repetida (aulas, clube, voluntariado, grupo de corrida, coro, dan&ccedil;a);</li><li>Um espa&ccedil;o social fixo (o teu caf&eacute;/biblioteca/mercado, sempre &agrave; mesma hora);</li><li>Uma pr&aacute;tica mensal de &ldquo;amigos trazem amigos&rdquo; (pequenos jantares, n&atilde;o eventos gigantescos).</li></ul><br />Portanto, &eacute;&nbsp; a ideia de Oldenburg aplicada ao amor: construir um ecossistema, n&atilde;o depender de<em> mil matches.&nbsp;</em><br /><br /><strong>6. Clarificar &ldquo;estou dispon&iacute;vel para qu&ecirc;?&rdquo;</strong><br />Muita dor nasce de expectativas desencontradas.Um gesto adulto (e profundamente sedutor) &eacute; dizer cedo:<ul><li>&ldquo;Procuro uma rela&ccedil;&atilde;o&rdquo;</li><li>&ldquo;Procuro conhecer sem pressa&rdquo;</li><li>&ldquo;N&atilde;o estou dispon&iacute;vel para compromisso agora&rdquo;</li></ul><br />Menos ambiguidade n&atilde;o mata o romance; mata o desperd&iacute;cio de energia e tempo.<br /><br /><strong><font size="4">Uma conclus&atilde;o&hellip;</font></strong><br /><br />Talvez o problema dos <em>millennials</em> n&atilde;o seja &ldquo;n&atilde;o saber amar&rdquo;. Talvez seja tentar amar num mundo que:<ul><li>facilita o acesso</li><li>dificulta a presen&ccedil;a</li><li>treina a compara&ccedil;&atilde;o</li><li>e enfraquece os lugares onde a vida se cruza</li></ul><br />Felizmente, ainda assim, o <strong>v&iacute;nculo continua vivo.</strong> H&aacute; esperan&ccedil;a! Talvez precisemos de ser um pouco mais criativos e corajosos&hellip; O que pode significar deixar de tratar o amor como encontro raro e come&ccedil;ar a trat&aacute;-lo como uma <strong>condi&ccedil;&atilde;o cultivada</strong>.&nbsp;<br /><br />Juntos pela sa&uacute;de mental de todos n&oacute;s,<br /><a href="https://www.manifestamente.org/voluntaacuterios.html">Dr.&ordf; Ana Fidalgo</a><br /><br /><font size="2">Refer&ecirc;ncias&nbsp;<br />- Degen, J. L. (2025). Coping with mobile-online-dating fatigue&hellip; Current Psychology (Springer).&nbsp;<br />- Eurofound. (2024). Young people aged 25&ndash;34 in employment and living in the parental home by EU Member State, 2022 (%) (data catalogue).&nbsp;<br />- Eurofound. (2025). Foundational challenges: The housing struggles of Europe&rsquo;s youth.&nbsp;<br />- European Commission, Joint Research Centre (JRC). (2022). EU Loneliness Survey (p&aacute;gina do projeto).&nbsp;<br />- European Commission, Joint Research Centre (JRC). (2022). Loneliness prevalence in the EU (EU-LS 2022).&nbsp;<br />- Eurostat. (2024). Household composition statistics (Statistics Explained).&nbsp;<br />- Finkel, E. J., Eastwick, P. W., Karney, B. R., Reis, H. T., &amp; Sprecher, S. (2012). Online Dating: A Critical Analysis From the Perspective of Psychological Science. Psychological Science in the Public Interest, 13(1), 3&ndash;66.&nbsp;<br />- INE (Portugal). (2025). Indicador 0001348 &ndash; Idade m&eacute;dia ao primeiro casamento (Portugal).&nbsp;<br />- LeFebvre, L. E. (2019). Ghosting in Emerging Adults&rsquo; Romantic Relationships: The Digital Dissolution Disappearance Strategy. Journal of Social and Personal Relationships.&nbsp;<br />- Oldenburg, R. (1989/2023). The Great Good Place (conceito de &ldquo;third place&rdquo;).&nbsp;<br />- Pew Research Center. (2023). The experiences of U.S. online daters.&nbsp;<br />- Pew Research Center. (2023). Key findings about online dating in the U.S.&nbsp;<br />- Pronk, T. M., &amp; Denissen, J. J. A. (2020). A Rejection Mind-Set: Choice Overload in Online Dating. Social Psychological and Personality Science.&nbsp;<br />- Rosenfeld, M. J., Thomas, R. J., &amp; Hausen, S. (2019). Disintermediating your friends: How online dating in the United States displaces other ways of meeting. PNAS, 116(36), 17753&ndash;17758.&nbsp;<br />Sharabi, L. L. (2024). Susceptibility to dating app burnout over time. New Media &amp; Society.&nbsp;</font></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Como é que os acontecimentos nas notícias podem afetar o nosso bem-estar]]></title><link><![CDATA[https://www.manifestamente.org/blog/como-e-que-os-acontecimentos-nas-noticias-podem-afetar-o-nosso-bem-estar]]></link><comments><![CDATA[https://www.manifestamente.org/blog/como-e-que-os-acontecimentos-nas-noticias-podem-afetar-o-nosso-bem-estar#comments]]></comments><pubDate>Mon, 02 Feb 2026 13:14:48 GMT</pubDate><category><![CDATA[Auto Ajuda]]></category><category><![CDATA[Cidadania]]></category><category><![CDATA[Prevenir]]></category><category><![CDATA[Recursos]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.manifestamente.org/blog/como-e-que-os-acontecimentos-nas-noticias-podem-afetar-o-nosso-bem-estar</guid><description><![CDATA[ 	 		 			 				 					 						          					 								 					 						  Vivemos num mundo complexo. Estar informado &eacute; importante, mas a exposi&ccedil;&atilde;o constante a not&iacute;cias dif&iacute;ceis pode ter impacto na nossa sa&uacute;de mental.   					 							 		 	       Nota de transpar&ecirc;ncia: Este artigo &eacute; uma adapta&ccedil;&atilde;o e tradu&ccedil;&atilde;o livre de conte&uacute;dos da organiza&ccedil;&atilde;o brit&acirc;nica Mind, contextualizado pela ManifestaMente para  [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="https://www.manifestamente.org/uploads/1/1/5/9/115931813/noticias-do-mundo-e-saude-mental_orig.png" alt="Fotografia" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph"><span><span style="color:rgb(67, 67, 67)"></span></span>Vivemos num mundo complexo. Estar informado &eacute; importante, mas a exposi&ccedil;&atilde;o constante a not&iacute;cias dif&iacute;ceis pode ter impacto na nossa sa&uacute;de mental.<br /></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div>  <!--BLOG_SUMMARY_END--></div>  <div class="paragraph"><em style="color:rgb(37, 37, 37)"><font size="3">Nota de transpar&ecirc;ncia: Este artigo &eacute; uma adapta&ccedil;&atilde;o e tradu&ccedil;&atilde;o livre de conte&uacute;dos da organiza&ccedil;&atilde;o brit&acirc;nica <a href="http://www.mind.org.uk" target="_blank">Mind,</a> contextualizado pela ManifestaMente para fins de literacia em sa&uacute;de mental.</font></em><br /><br /><strong>Um mundo em constante sobressalto</strong><br />Nos &uacute;ltimos anos, os notici&aacute;rios t&ecirc;m sido dominados por temas como a crise do custo de vida, as altera&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas, guerras, desastres naturais, a pandemia de COVID-19, terrorismo e instabilidade pol&iacute;tica.<br /><br />Algumas not&iacute;cias exp&otilde;em realidades duras, como o racismo, a pobreza e diferentes formas de desigualdade. A cobertura &eacute; muitas vezes cont&iacute;nua, atrav&eacute;s de canais de televis&atilde;o , sites de not&iacute;cias e redes sociais.<br /><br />Estes acontecimentos afetam muitas pessoas diretamente, no seu dia a dia.<br /><br /><strong>Como &eacute; que&nbsp; as not&iacute;cias nos podem fazer sentir?</strong><br />Dependendo das circunst&acirc;ncias, podemos sentir:<ul><li>Ansiedade ou preocupa&ccedil;&atilde;o com o impacto dos acontecimentos em n&oacute;s ou nas pessoas que nos s&atilde;o pr&oacute;ximas;</li><li>Sensa&ccedil;&atilde;o de sobrecarga ou stress, especialmente quando um determinado tema dif&iacute;cil domina o espa&ccedil;o medi&aacute;tico;</li><li>Raiva ou frustra&ccedil;&atilde;o face a injusti&ccedil;as;</li><li>Tristeza ou ang&uacute;stia;</li><li>Medo ou sensa&ccedil;&atilde;o de inseguran&ccedil;a;</li><li>Desesperan&ccedil;a ou impot&ecirc;ncia perante situa&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o conseguimos controlar;</li><li>Confus&atilde;o sobre o que est&aacute; a acontecer ou em quem confiar;</li><li>Press&atilde;o para estarmos sempre informados e culpa quando n&atilde;o conseguimos faz&ecirc;-lo;</li><li>Reativa&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncias traum&aacute;ticas ao vermos imagens de viol&ecirc;ncia ou sofrimento;</li><li>Isolamento, conflito ou desconfian&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o aos outros, sobretudo quando t&ecirc;m opini&otilde;es diferentes das nossas;</li><li>Dificuldade em desfrutar de momentos de lazer, como ver televis&atilde;o ou usar o telem&oacute;vel para relaxar;</li><li>Dificuldade em desligar ou parar de fazer scroll, mesmo quando isso nos faz sentir pior;</li><li>Incerteza sobre como falar destes temas, especialmente com crian&ccedil;as.</li></ul><br /><strong>N&atilde;o existe uma forma certa ou errada de sentir.</strong><br />Tamb&eacute;m acontecem coisas positivas e inspiradoras no mundo. Mantermo-nos informados pode ser &uacute;til e at&eacute; emponderador. Cada pessoa reage de forma diferente aos acontecimentos, consoante as suas experi&ecirc;ncias, valores e contexto de vida. N&atilde;o existe uma forma certa ou errada de sentir.<br /><br />Algumas das sugest&otilde;es abaixo podem ajudar.<br /><br /><u>Criar estrat&eacute;gias para lidar com not&iacute;cias dif&iacute;ceis</u><br />O que resulta para uma pessoa pode n&atilde;o resultar para outra &mdash; e pode variar ao longo do tempo. Se algo n&atilde;o funcionar, devemos ser compreensivos connosco pr&oacute;prios e experimentar outra abordagem.<br /><br /><u>Definir limites no consumo de not&iacute;cias</u><br />Acompanhar as not&iacute;cias ajuda-nos a compreender o mundo. No entanto, quando a exposi&ccedil;&atilde;o constante come&ccedil;a a afetar o bem-estar, pode ser &uacute;til ajustar h&aacute;bitos.<br /><br />Podemos tentar:<ul><li>estabelecer limites claros, como consultar not&iacute;cias apenas numa determinada altura do dia;</li><li>silenciar notifica&ccedil;&otilde;es de aplica&ccedil;&otilde;es e sites de not&iacute;cias;</li><li>personalizar o uso das redes sociais (por exemplo, seguir p&aacute;ginas espec&iacute;ficas em vez de percorrer feeds infinitos);</li><li>privilegiar conte&uacute;dos factuais em vez de opini&otilde;es;</li><li>procurar not&iacute;cias positivas ou conte&uacute;dos que nos fa&ccedil;am sentir bem;</li><li>lembrar-nos que n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel acompanhar tudo e que fazer pausas &eacute; leg&iacute;timo.</li></ul><br /><u>Focar a nossa aten&ccedil;&atilde;o no que est&aacute; ao nosso alcance</u><br />Mesmo quando parece que quase nada est&aacute; sob o nosso controlo, centrarmo-nos no que ainda &eacute; poss&iacute;vel gerir pode ajudar.<br /><br />Algumas ideias:<ul><li>fazer uma lista do que podemos mudar e outra do que n&atilde;o podemos mudar;</li><li>identificar aspetos positivos da nossa vida que permanecem est&aacute;veis;</li><li>distrair a mente de preocupa&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis de controlar com exerc&iacute;cios de relaxamento.</li></ul><br /><strong>Quando as preocupa&ccedil;&otilde;es financeiras pesam</strong><br />A crise do custo de vida tem afetado muitas pessoas, especialmente as que j&aacute; se encontravam em situa&ccedil;&atilde;o de vulnerabilidade social. As preocupa&ccedil;&otilde;es financeiras podem ter um impacto significativo na sa&uacute;de mental.<br /><br />Estarmos informados sobre como gerir a nossa vida&nbsp; financeira e que apoios poderemos ter dispon&iacute;veis pode ajudar se nos sentimos mais sobrecarregados.<br /><br /><strong>Cuidar do bem-estar global</strong><br />O autocuidado, ou seja, tudo o que fazemos para proteger a nossa sa&uacute;de f&iacute;sica e mental, &eacute; fundamental.<br /><br />Quando estamos muito ansiosos ou em sofrimento, pode ser mais dif&iacute;cil dormir bem, alimentar-nos de forma equilibrada ou manter atividade f&iacute;sica. Ainda assim, mesmo em contextos dif&iacute;ceis, &eacute; importante estarmos atentos &agrave;s nossas necessidades e cuidarmos de n&oacute;s, valorizando o sono, a atividade f&iacute;sica, a alimenta&ccedil;&atilde;o, o contacto com a natureza e momentos de relaxamento e lazer.<br /><br /><strong>Agir para promover mudan&ccedil;a</strong><br />Quando determinados temas nos afetam profundamente, agir pode trazer uma sensa&ccedil;&atilde;o de prop&oacute;sito e controlo.<br /><br />Nem sempre isso &eacute; poss&iacute;vel e n&atilde;o &eacute; da responsabilidade individual resolver problemas globais. Ainda assim, pequenas a&ccedil;&otilde;es podem fazer a diferen&ccedil;a, como por exemplo:<ul><li>Voluntariado em causas alinhadas com os nossos valores;</li><li>Participa&ccedil;&atilde;o em iniciativas comunit&aacute;rias;</li><li>Apoio a campanhas de sensibiliza&ccedil;&atilde;o.</li></ul><br /><strong>Falar com algu&eacute;m de confian&ccedil;a</strong><br />Partilhar o que sentimos com algu&eacute;m de confian&ccedil;a pode aliviar o peso emocional. A outra pessoa pode estar a passar por&nbsp; algo semelhante e conversar ajuda ambas as partes a sentirem-se ouvidas.<br /><br />Se n&atilde;o for poss&iacute;vel falar com algu&eacute;m pr&oacute;ximo, existem linhas de apoio emocional dispon&iacute;veis:<ul><li>Linha de Preven&ccedil;&atilde;o do Suic&iacute;dio do SNS - 1411</li><li>SOS Voz Amiga - 213 544 545 | 912 802 669 | 963 524 660 (15h30-00h30)</li><li>Telefone da Amizade - 228 323 535 (16h00-23h00)</li><li>Voz de Apoio - 225 506 070 (21h00-00h00)</li><li>Conversa Amiga - 808 237 327 | 210 027 159 (15h00-22h00)</li><li>SOS Estudante - 915246060 | 969554545 | 239484020 (20h00-01h00)</li></ul><br /><strong>Quando procurar ajuda profissional?</strong><br />Sentir emo&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis n&atilde;o significa necessariamente ter um problema de sa&uacute;de mental. No entanto, se o sofrimento for intenso ou persistente ou se interferir com a nossa vida di&aacute;ria, procurar apoio &eacute; importante.<br /><br />Pedir ajuda &eacute; sempre v&aacute;lido, mesmo quando n&atilde;o temos a certeza do que estamos a sentir. O primeiro passo pode ser falar com um/a profissional de sa&uacute;de ou procurar servi&ccedil;os de apoio psicol&oacute;gico.<br /><br /><span style="color:rgb(37, 37, 37)">Juntos pela sa&uacute;de mental de todos n&oacute;s,</span><br />ManifestaMente<br /><br /><font size="2">Refer&ecirc;ncias:<br />https://www.mind.org.uk/information-support/tips-for-everyday-living/coping-with-distressing-events-in-the-news/&nbsp;</font></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Quando o silêncio pesa mais do que a dor: a depressão nos homens]]></title><link><![CDATA[https://www.manifestamente.org/blog/quando-o-silencio-pesa-mais-do-que-a-dor-a-depressao-nos-homens]]></link><comments><![CDATA[https://www.manifestamente.org/blog/quando-o-silencio-pesa-mais-do-que-a-dor-a-depressao-nos-homens#comments]]></comments><pubDate>Tue, 02 Dec 2025 14:15:26 GMT</pubDate><category><![CDATA[Doen&ccedil;a Mental]]></category><category><![CDATA[Homens]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.manifestamente.org/blog/quando-o-silencio-pesa-mais-do-que-a-dor-a-depressao-nos-homens</guid><description><![CDATA[ 	 		 			 				 					 						          					 								 					 						  H&aacute; dores de que n&atilde;o se falam. E, entre os homens, o sil&ecirc;ncio costuma, de facto, esconder essas dores . Crescemos a ouvir que &ldquo;um homem n&atilde;o chora&rdquo;, que &ldquo;tem de aguentar firme&rdquo;, que &ldquo;mostrar vulnerabilidade &eacute; sinal de fraqueza&rdquo;. Essas ideias, t&atilde;o antigas quanto enraizadas, criam uma barreira invis&iacute;vel entre o sofrimento e o pedido de ajuda. A depress [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="https://www.manifestamente.org/uploads/1/1/5/9/115931813/a-depress-o-nos-homens-blog_orig.png" alt="Fotografia" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph">H&aacute; dores de que n&atilde;o se falam. E, entre os homens, o sil&ecirc;ncio costuma, de facto, esconder essas dores . Crescemos a ouvir que &ldquo;um homem n&atilde;o chora&rdquo;, que &ldquo;tem de aguentar firme&rdquo;, que &ldquo;mostrar vulnerabilidade &eacute; sinal de fraqueza&rdquo;. Essas ideias, t&atilde;o antigas quanto enraizadas, criam uma barreira invis&iacute;vel entre o sofrimento e o pedido de ajuda. A depress&atilde;o masculina, muitas vezes, esconde-se atr&aacute;s de um disfarce: o da for&ccedil;a aparente.</div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div>  <!--BLOG_SUMMARY_END--></div>  <div class="paragraph">Enquanto a tristeza e o choro s&atilde;o socialmente mais aceites nas mulheres, nos homens a depress&atilde;o tende a surgir mascarada. Irritabilidade, isolamento, consumo de &aacute;lcool, comportamentos de risco ou dedica&ccedil;&atilde;o excessiva ao trabalho podem ser formas de expressar o que n&atilde;o se consegue p&ocirc;r por palavras. O corpo fala quando a alma se cala.<br /><br />O resultado desse sil&ecirc;ncio &eacute; preocupante. Em Portugal e em grande parte do mundo, os homens continuam a morrer mais por suic&iacute;dio do que as mulheres. N&atilde;o necessariamente porque sofrem mais, mas porque procuram menos ajuda. A vergonha, o medo do julgamento e a press&atilde;o para manter uma apar&ecirc;ncia de controlo acabam por adiar o diagn&oacute;stico e o tratamento.<br /><br />Mas a depress&atilde;o n&atilde;o tem g&eacute;nero e tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; um sinal de fraqueza. &Eacute; uma doen&ccedil;a que pode afetar qualquer pessoa, independentemente da for&ccedil;a f&iacute;sica, do estatuto s&oacute;cio-econ&oacute;mico ou da idade. Reconhecer isso &eacute; o primeiro passo para quebrar o estigma. Falar sobre o que se sente, procurar apoio m&eacute;dico ou psicol&oacute;gico e aceitar que pedir ajuda &eacute; um ato de coragem, n&atilde;o de rendi&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o gestos que salvam vidas.<br /><br />Tamb&eacute;m &eacute; importante que, como sociedade, deixemos de ensinar os rapazes a reprimir as emo&ccedil;&otilde;es. Mostrar vulnerabilidade &eacute; humano e partilhar o que se sente &eacute; um exerc&iacute;cio de maturidade emocional. Criar espa&ccedil;os seguros, onde os homens possam expressar o que sentem, seja no trabalho, entre amigos ou na fam&iacute;lia, &eacute; essencial para prevenir o sofrimento em sil&ecirc;ncio.<br /><br />Se te rev&ecirc;s nestas palavras ou conheces algu&eacute;m que possa estar a passar por algo semelhante, n&atilde;o ignores os sinais. Falar com um profissional pode fazer toda a diferen&ccedil;a. Existem linhas de apoio e equipas especializadas, que escutam sem julgar e orientam com respeito. Porque todos n&oacute;s, em algum momento, precisamos de algu&eacute;m que nos ajude a reencontrar o caminho.<br /><br />A sa&uacute;de mental &eacute; de todas as pessoas, e cuidar dela &eacute; tamb&eacute;m um gesto de amor, por n&oacute;s e por quem nos rodeia. Que possamos, juntos, transformar o sil&ecirc;ncio em voz e a for&ccedil;a em empatia.<br /><br />Linhas de apoio e preven&ccedil;&atilde;o do suic&iacute;dio:<ul><li>Linha de Preven&ccedil;&atilde;o do Suic&iacute;dio do SNS - 1411</li><li>SOS Voz Amiga - 213 544 545 | 912 802 669 | 963 524 660 (15h30-00h30)</li><li>Telefone da Amizade - 228 323 535 (16h00-23h00)</li><li>Voz de Apoio - 225 506 070 (21h00-00h00)</li><li>Conversa Amiga - 808 237 327 | 210 027 159 (15h00-22h00)</li><li>SOS Estudante - 915246060 | 969554545 | 239484020 (20h00-01h00)</li></ul><br />Juntos pela sa&uacute;de mental de todos n&oacute;s,<br /><a href="https://www.manifestamente.org/voluntaacuterios.html">R&uacute;ben Baptista</a><br /><br /><font size="2">Refer&ecirc;ncias<br />-Carolina, A. dos S., &amp; Gulin, L. (2022). Sa&uacute;de mental masculina: Um estudo sobre a procura por aux&iacute;lio profissional. PsicoFAE, 11(2), 52&ndash;67. https://doi.org/10.55388/psicofae.v11n2.397<br />-Silva, P., Barros, O., &amp; Oliveira, G. S. (2024). Adoecimento mental na popula&ccedil;&atilde;o masculina: Preval&ecirc;ncia e fatores associados &ndash; Revis&atilde;o integrativa da literatura. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ci&ecirc;ncias e Educa&ccedil;&atilde;o, 10(9), 1633&ndash;1641. https://doi.org/10.51891/rease.v10i9.15509<br />-Justo, L. P., &amp; Calil, H. M. (2006). Depress&atilde;o: O mesmo acometimento para homens e mulheres? Archives of Clinical Psychiatry (S&atilde;o Paulo), 33(2), 74&ndash;79. https://doi.org/10.1590/s0101-60832006000200007<br />-Windm&ouml;ller, N. (2016). Constru&ccedil;&atilde;o das masculinidades em depress&atilde;o: Revis&atilde;o de literatura e an&aacute;lise de casos [Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado, Universidade de Bras&iacute;lia]. Reposit&oacute;rio da Universidade de Bras&iacute;lia</font></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Falar sobre (e com) a dor: O luto em épocas festivas]]></title><link><![CDATA[https://www.manifestamente.org/blog/falar-sobre-e-com-a-dor-o-luto-em-epocas-festivas]]></link><comments><![CDATA[https://www.manifestamente.org/blog/falar-sobre-e-com-a-dor-o-luto-em-epocas-festivas#comments]]></comments><pubDate>Tue, 02 Dec 2025 13:34:21 GMT</pubDate><category><![CDATA[Datas Festivas]]></category><category><![CDATA[Suicidio]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.manifestamente.org/blog/falar-sobre-e-com-a-dor-o-luto-em-epocas-festivas</guid><description><![CDATA[ 	 		 			 				 					 						          					 								 					 						  Luto &eacute; o nome que damos ao processo que vivemos quando enfrentamos uma perda e procuramos uma forma de lidar com ela. Apesar de se tratar de uma experi&ecirc;ncia universal, que, invariavelmente, todos enfrentamos em algum momento da nossa vida, &eacute; tamb&eacute;m algo profundamente individual e diferenciado, que depende de fatores como a nossa personalidade, a nossa hist&oacute;ria de vida, as nossas cren&ccedil;as, os [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="https://www.manifestamente.org/uploads/1/1/5/9/115931813/luto-pocas-festivas-blog_orig.png" alt="Fotografia" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph"><span style="color:rgb(37, 37, 37)">Luto &eacute; o nome que damos ao processo que vivemos quando enfrentamos uma perda e procuramos uma forma de lidar com ela. Apesar de se tratar de uma experi&ecirc;ncia universal, que, invariavelmente, todos enfrentamos em algum momento da nossa vida, &eacute; tamb&eacute;m algo profundamente individual e diferenciado, que depende de fatores como a nossa personalidade, a nossa hist&oacute;ria de vida, as nossas cren&ccedil;as, os recursos internos e externos que possu&iacute;mos ou a natureza da rela&ccedil;&atilde;o perdida.</span></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div>  <!--BLOG_SUMMARY_END--></div>  <div class="paragraph">Quando perdemos algo ou algu&eacute;m que nos era muito querido ou que tinha muito significado para n&oacute;s &ndash; seja uma pessoa, um animal de estima&ccedil;&atilde;o, uma rela&ccedil;&atilde;o, etc. &ndash; &eacute; natural sentirmo-nos tristes, confusos, revoltados ou at&eacute; com raiva. &Eacute; nesse momento que procuramos redesenhar e repensar certos aspetos em v&aacute;rias &aacute;reas da nossa vida, adaptando e transformando a nossa realidade, de forma a integrarmos a perda que sofremos.<br /><br />Durante a &eacute;poca das Festas, este processo pode revelar-se ainda mais intenso e doloroso &ndash; os lugares vazios &agrave; mesa, as hist&oacute;rias que ficam por contar e as mem&oacute;rias que, n&atilde;o podendo ser renovadas com novos momentos partilhados, se alimentam do que foi vivido no passado. Como podemos, ent&atilde;o, cuidar de n&oacute;s e acolher as emo&ccedil;&otilde;es que esta &eacute;poca festiva pode despertar?<br /><br /><strong>1. Planear</strong><br />Antecipe e planeie de que forma quer celebrar e estar envolvido nas atividades dos dias festivos. Por exemplo, para algumas pessoas, poder&aacute; fazer sentido encontrar-se com as&nbsp; pessoas que lhe s&atilde;o pr&oacute;ximas um pouco mais tarde ou despedir-se delas mais cedo, dedicando tempo a alguma atividade de autocuidado.<br />Procure identificar situa&ccedil;&otilde;es que podem funcionar como gatilhos de emo&ccedil;&otilde;es desagrad&aacute;veis e reflita sobre a&ccedil;&otilde;es a adotar para lidar com elas - o que pode fazer, a quem pode recorrer e onde pode ir de forma a sentir-se melhor?<br /><br /><strong>2. Sentir</strong><br />Esta &eacute;poca pode guardar v&aacute;rios lugares que visitamos &ndash; com mais ou menos demora &ndash; e que nos confortam, perturbam, vulnerabilizam ou d&atilde;o colo.<br />&Eacute; natural que sentimentos desagrad&aacute;veis, como a tristeza e a descren&ccedil;a, ou ambivalentes, como o al&iacute;vio &ndash; em casos em que a pessoa que faleceu estava em sofrimento, por exemplo &ndash; possam surgir.<br />Permita-se senti-los e acolh&ecirc;-los, abrindo espa&ccedil;o para o que t&ecirc;m a dizer. Poder&aacute; querer falar sobre a pessoa que perdeu, recordar momentos queridos ou chorar, sozinho/a ou junto de algu&eacute;m. Muitas vezes, os momentos de contacto com a dor alternam- com momentos de distra&ccedil;&atilde;o &ndash; quando vemos um filme, cozinhamos ou rimos com uma hist&oacute;ria. Isto n&atilde;o significa que nos esquecemos da pessoa perdida ou que n&atilde;o sentimos saudade. No fundo, s&atilde;o os momentos em que nos afastamos da dor que nos permitem aguentar e continuar com as nossas vidas, apesar de todo o sofrimento.<br /><br /><strong>3. Dar tempo</strong><br />O encontro com a dor e as emo&ccedil;&otilde;es que a acompanham precisa de tempo. A &eacute;poca festiva est&aacute;, geralmente, carregada de agita&ccedil;&atilde;o e correria. Pare um pouco e preste aten&ccedil;&atilde;o ao que precisa . Reflita sobre as suas necessidades e sobre a forma como poder&aacute; dar-lhes resposta.<br /><br /><strong>4. Ressignificar</strong><br />Depois de uma perda, a realidade que conhec&iacute;amos altera-se, &eacute; natural que assim seja. A &eacute;poca das Festas n&atilde;o &eacute; exce&ccedil;&atilde;o: poder&aacute; criar novas tradi&ccedil;&otilde;es, como fazer algo em homenagem &agrave; pessoa falecida; ou manter tradi&ccedil;&otilde;es antigas, que depois da perda ganham um novo significado, como reproduzir uma receita. N&atilde;o h&aacute; uma forma certa deviver o luto, mas sim uma forma que lhe fa&ccedil;a sentido e o/a&nbsp; fa&ccedil;a sentir-se ligado/a &agrave; pessoa que faleceu, &agrave; sua presen&ccedil;a simb&oacute;lica e aos seus valores.<br /><br /><strong>5. Cuidar-se</strong><br />Cuidar da sa&uacute;de f&iacute;sica &eacute; uma das formas de proteger e melhorar a sa&uacute;de mental. Em &eacute;pocas, por si, mais delicadas e dolorosas, em que se pode sentir mais vulner&aacute;vel, &eacute; ainda mais importante manter uma boa higiene de sono, ter uma alimenta&ccedil;&atilde;o equilibrada, manter-se fisicamente ativo e realizar atividades que o/a fa&ccedil;am sentir-se bem.<br /><br />Ver tamb&eacute;m:<br />&#8203;-<a href="https://www.manifestamente.org/blog/o-luto-reaprender-a-viver-com-a-perda">O Luto: (Re)aprender a viver com a perda</a><br />-<a href="https://www.manifestamente.org/blog/lidar-ativamente-com-a-solidao">Lidar ativamente com a solid&atilde;o</a><br />-<a href="https://www.manifestamente.org/blog/o-custo-das-festas-como-evitar-o-stress-financeiro-e-mental-este-natal">O Custo das Festas: como evitar o stress financeiro e mental este natal</a><br />&#8203;<br />Juntos pela sa&uacute;de mental de todos n&oacute;s,<br /><a href="https://www.manifestamente.org/voluntaacuterios.html">Daniela Silveira</a><br /><br /><font size="2">Refer&ecirc;ncias:<br />-Mind (2023, dezembro). What does grief feel like? https://www.mind.org.uk/information-support/guides-to-support-and-services/bereavement/experiences-of-grief/&nbsp;<br />-Mind (2023, dezembro). Support and self-care for bereavement. https://www.mind.org.uk/information-support/guides-to-support-and-services/bereavement/support-and-self-care/&nbsp;<br />-HelpGuide.org (2025, 15 de agosto). Coping with Grief and Loss. https://www.helpguide.org/mental-health/grief/coping-with-grief-and-loss&nbsp;<br />-Ordem dos Psic&oacute;logos Portugueses (2025). Vamos Falar Sobre Luto. Lisboa.</font></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Dor e doenças crónicas: viver o desafio com coragem]]></title><link><![CDATA[https://www.manifestamente.org/blog/dor-e-doencas-cronicas-viver-o-desafio-com-coragem]]></link><comments><![CDATA[https://www.manifestamente.org/blog/dor-e-doencas-cronicas-viver-o-desafio-com-coragem#comments]]></comments><pubDate>Sun, 02 Nov 2025 13:30:36 GMT</pubDate><category><![CDATA[Cuidadores]]></category><category><![CDATA[Doen&ccedil;a Mental]]></category><category><![CDATA[Estigma]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.manifestamente.org/blog/dor-e-doencas-cronicas-viver-o-desafio-com-coragem</guid><description><![CDATA[ 	 		 			 				 					 						          					 								 					 						  Imagine-se a conviver todos os dias com uma dor que n&atilde;o desaparece. Para muitos portugueses, esta &eacute; a realidade das doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas &ndash;um desafio que vai muito al&eacute;m do f&iacute;sico. Aceitar e enfrentar este caminho &eacute; uma luta di&aacute;ria cheia de medos, incertezas e coragem.   					 							 		 	       Em 2025, o Instituto Nacional de Estat&iacute;stica divulgou dados que denunciam u [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="https://www.manifestamente.org/uploads/1/1/5/9/115931813/dor-e-doen-as-cr-nicas-viver-o-desafio-com-coragem-blog_orig.png" alt="Fotografia" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph"><span style="color:rgb(37, 37, 37)">Imagine-se a conviver todos os dias com uma dor que n&atilde;o desaparece. Para muitos portugueses, esta &eacute; a realidade das doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas &ndash;um desafio que vai muito al&eacute;m do f&iacute;sico. Aceitar e enfrentar este caminho &eacute; uma luta di&aacute;ria cheia de medos, incertezas e coragem.</span></div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div>  <!--BLOG_SUMMARY_END--></div>  <div class="paragraph">Em 2025, o Instituto Nacional de Estat&iacute;stica divulgou dados que denunciam uma realidade preocupante para a sa&uacute;de em Portugal: 42,3% dos residentes com 16 anos ou mais vivem com uma doen&ccedil;a cr&oacute;nica ou um problema de sa&uacute;de prolongado. Este n&uacute;mero n&atilde;o s&oacute; &eacute; elevado, como coloca Portugal entre os tr&ecirc;s pa&iacute;ses da Europa com a maior propor&ccedil;&atilde;o de pessoas a enfrentar este desafio.<br /><br /><strong>A dor que n&atilde;o se v&ecirc; mas que se faz sentir e os medos silenciosos</strong><br /><br />A dor cr&oacute;nica &eacute; muitas vezes invis&iacute;vel aos olhos dos outros, no entanto, &eacute; profundamente sentida por quem a vive. Infelizmente, o estigma ainda existe e leva muitos doentes a sentirem-se incompreendidos e a sentirem que a sua dor n&atilde;o &eacute; validada pelos familiares, parceiros, amigos e sociedade em geral. Esta invisibilidade aumenta os medos que, embora sejam silenciosos, s&atilde;o reais:<ul><li>O medo da progress&atilde;o da doen&ccedil;a e a possibilidade de agravamento dos sintomas;</li><li>O medo de depender dos outros com a perda de autonomia e com a necessidade de apoio constante &eacute; angustiante;</li><li>O medo do impacto da doen&ccedil;a nas rela&ccedil;&otilde;es familiares e sociais;</li><li>O medo de n&atilde;o ser produtivo no trabalho e na vida pessoal;</li><li>O medo relacionado com os efeitos secund&aacute;rios, depend&ecirc;ncia e interven&ccedil;&otilde;es no tratamento da doen&ccedil;a;</li><li>O medo de discrimina&ccedil;&atilde;o, tendo em conta que se&nbsp; vive com uma condi&ccedil;&atilde;o invis&iacute;vel.</li></ul><br />Al&eacute;m disso, &eacute; frequente que a dor constante esteja frequentemente relacionada com condi&ccedil;&otilde;es como ansiedade, depress&atilde;o e perturba&ccedil;&otilde;es do sono e altera&ccedil;&otilde;es do apetite, o que contribui para um ciclo dif&iacute;cil que prejudica a qualidade de vida da pessoa.<br /><br /><strong>O caminho para a aceita&ccedil;&atilde;o: estrat&eacute;gias eficazes</strong><br />&#8203;<br />Aceitar a dor cr&oacute;nica n&atilde;o &eacute; desistir, &eacute; aprender a viver melhor com ela. Quando conseguimos mudar a forma de pensar e focar-nos nas coisas que s&atilde;o importantes para n&oacute;s, conseguimos lidar melhor com o sofrimento e ter mais for&ccedil;a para seguir em frente.<br /><br />Algumas estrat&eacute;gias pr&aacute;ticas para gerir a dor e viver melhor incluem:<ul><li><strong>Aceita&ccedil;&atilde;o da dor</strong>: Aprender a viver com a dor, em vez de lutar contra ela, ajuda a reduzir o sofrimento emocional.</li><li><strong>Capacidade de adapta&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica</strong>: Adaptar-se e agir segundo os valores pessoais, mesmo quando a dor est&aacute; presente, &eacute; fundamental para o bem-estar.</li><li><strong>Valorizar o que &eacute; importante</strong>: Direcionar a aten&ccedil;&atilde;o para atividades e rela&ccedil;&otilde;es que trazem sentido &agrave; vida, ao inv&eacute;s de se concentrar apenas na dor.</li><li><strong>Apoio psicol&oacute;gico</strong>: Para desenvolver a aceita&ccedil;&atilde;o, modificar os pensamentos que aumentam o sofrimento e aprender t&eacute;cnicas que reduzem o foco na dor, melhorando a qualidade de vida.</li><li><strong>Educa&ccedil;&atilde;o e apoio</strong>: Informar os outros sobre os aspetos inerentes &agrave; dor e envolver a fam&iacute;lia para obter apoio s&atilde;o passos importantes.</li><li><strong>Grupos de apoio</strong>: Partilhar experi&ecirc;ncias com outras pessoas que enfrentam desafios semelhantes permite obter conforto e compreens&atilde;o na adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; doen&ccedil;a e dor cr&oacute;nicas e &agrave; sua gest&atilde;o.</li></ul><br /><strong>Conclus&atilde;o</strong><br /><br />Viver com uma doen&ccedil;a cr&oacute;nica e conviver diariamente com a dor &eacute; um desafio que exige muita for&ccedil;a e coragem. Aceitar esta realidade n&atilde;o significa desistir, mas sim encontrar formas de seguir em frente e manter a qualidade de vida. Atrav&eacute;s de estrat&eacute;gias eficazes e apoio adequado, &eacute; poss&iacute;vel reduzir o sofrimento emocional e viver uma vida mais equilibrada e significativa. Procurar ajuda quando necess&aacute;rio &eacute; um passo essencial para transformar o desafio da dor cr&oacute;nica numa experi&ecirc;ncia de crescimento e resili&ecirc;ncia.<br /><br />Juntos pela sa&uacute;de mental de todos n&oacute;s,<br /><a href="https://www.manifestamente.org/voluntaacuterios.html">Catarina Guerra</a><br /><br /><br /><font size="2">Refer&ecirc;ncias<br /><br />-Azevedo, L. F. Costa-Pereira, A., Mendon&ccedil;a, L., Dias, C. C., &amp; Castro-Lopes, J. M.(2012). Epidemiology of chronic pain: A population-based nationwide study on its prevalence, characteristics and associated disability in Portugal. The Journal of Pain, 13(8), 773&ndash;783. https://doi.org/10.1016/j.jpain.2012.05.012&nbsp;<br />-Eccleston, C., Fisher, E., Craig, L., Duggan, G. B., Rosser, B. A., &amp; Keogh, E.(2014). Psychological therapies for the management of chronic and recurrent pain in children and adolescents. Cochrane Database of Systematic Reviews, 5, CD003968. https://doi.org/10.1002/14651858.CD003968.pub5<br />-Instituto Nacional de Estat&iacute;stica (2025). 42,3% da popula&ccedil;&atilde;o com 16 ou mais anos referiu ter doen&ccedil;a cr&oacute;nica ou problema de sa&uacute;de prolongado (Relat&oacute;rio). https://www.ine.pt/ngt_server/attachfileu.jsp?att_display=n&amp;amp;att_download=y&amp;amp;look_parentBoui=712323058<br />-Kroska, E. B. (2016). A meta-analysis of fear-avoidance and pain intensity: The paradox of chronic pain. Scandinavian Journal of Pain, 13, 43&ndash;58.https://doi.org/10.1016/j.sjpain.2016.06.011<br />-McCracken, L. M., &amp; Morley, S. (2014). The psychological flexibility model: a basis for integration and progress in psychological approaches to chronic pain management. The Journal of Pain, 15(3), 221&ndash;234.https://doi.org/10.1016/j.jpain.2013.10.014<br />-Ojala, T., H&auml;kkinen, A., Karppinen, J., Sipil&auml;, K., Suutama, T., &amp; Piirainen, A. (2015).Although unseen, chronic pain is real &ndash; A phenomenological study. Scandinavian Journal of Pain, 6(1), 33&ndash;40. https://doi.org/10.1016/j.sjpain.2014.04.004<br />-Perugino, F., De Angelis, V., Pompili, M., &amp; Martelletti, P. (2022). Stigma and chronic pain. Pain and Therapy, 11(4), 1085&ndash;1094. https://doi.org/10.1007/s40122-022-00418-5<br />-Perugino, L. A., Sisto, A., Vicinanza, F., &amp; Tambelli, R. (2022). A systematic review on psychological treatments for chronic pain and comorbid emotional disorders in adulthood. Pain and Therapy, 11, 933&ndash;955. https://doi.org/10.1007/s40122-022-00418-5&nbsp;</font></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Resultados: Kit Básico de Saúde Mental para Jovens]]></title><link><![CDATA[https://www.manifestamente.org/blog/resultados-kit-basico-de-saude-mental-para-jovens]]></link><comments><![CDATA[https://www.manifestamente.org/blog/resultados-kit-basico-de-saude-mental-para-jovens#comments]]></comments><pubDate>Wed, 01 Oct 2025 14:41:42 GMT</pubDate><category><![CDATA[jovens]]></category><category><![CDATA[manifestaMente]]></category><guid isPermaLink="false">https://www.manifestamente.org/blog/resultados-kit-basico-de-saude-mental-para-jovens</guid><description><![CDATA[ 	 		 			 				 					 						          					 								 					 						  O lan&ccedil;amento oficial aconteceu em maio de 2025, e os primeiros 90 dias mostraram o impacto que este projeto j&aacute; est&aacute; a ter!   					 							 		 	       O Kit B&aacute;sico de Sa&uacute;de Mental para Jovens &eacute; um conjunto de recursos pedag&oacute;gicos, criado pela ManifestaMente com o cofinanciamento da Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de (DGS). O seu grande objetivo? Promover a sa&uacute;de menta [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div><div class="wsite-multicol"><div class="wsite-multicol-table-wrap" style="margin:0 -15px;"> 	<table class="wsite-multicol-table"> 		<tbody class="wsite-multicol-tbody"> 			<tr class="wsite-multicol-tr"> 				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="https://www.manifestamente.org/uploads/1/1/5/9/115931813/kit-jovens-resultados-blog_orig.png" alt="Fotografia" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>   					 				</td>				<td class="wsite-multicol-col" style="width:50%; padding:0 15px;"> 					 						  <div class="paragraph">O lan&ccedil;amento oficial aconteceu em maio de 2025, e os primeiros 90 dias mostraram o impacto que este projeto j&aacute; est&aacute; a ter!</div>   					 				</td>			</tr> 		</tbody> 	</table> </div></div></div>  <div>  <!--BLOG_SUMMARY_END--></div>  <div class="paragraph">O <a href="https://www.manifestamente.org/kit-jovens.html" target="_blank">Kit B&aacute;sico de Sa&uacute;de Mental para Jovens</a> &eacute; um conjunto de recursos pedag&oacute;gicos, criado pela ManifestaMente com o cofinanciamento da Dire&ccedil;&atilde;o-Geral da Sa&uacute;de (DGS). O seu grande objetivo? Promover a sa&uacute;de mental dos jovens portugueses entre os <strong>14 e os 19 anos</strong> e ajudar a combater o estigma, que ainda existe &agrave; volta da sa&uacute;de mental. E a melhor parte: <strong>est&aacute; dispon&iacute;vel gratuitamente online para todos</strong>.<br /><br />Este projeto foi pensado com muito cuidado e dedica&ccedil;&atilde;o, envolvendo uma <strong>equipa multidisciplinar</strong> que juntou vozes e experi&ecirc;ncias de v&aacute;rias &aacute;reas: psicologia cl&iacute;nica, medicina (com especialidades em psiquiatria, pedopsiquiatria e medicina geral e familiar), docentes, pais e m&atilde;es. Mas n&atilde;o fic&aacute;mos por aqui! Tivemos tamb&eacute;m a alegria de contar com a participa&ccedil;&atilde;o ativa de <strong>37 jovens do ensino secund&aacute;rio</strong> (10&ordm; e 12&ordm; anos), de duas escolas parceiras, que acompanharam todas as fases da constru&ccedil;&atilde;o do Kit. Al&eacute;m disso, recebemos ainda o feedback an&oacute;nimo de <strong>93 jovens</strong> que responderam a um question&aacute;rio lan&ccedil;ado nas redes sociais.<br /><br />O <strong><a href="https://www.manifestamente.org/jornalistas.html" target="_blank">lan&ccedil;amento oficial</a></strong> aconteceu em maio de 2025, e os primeiros 90 dias mostraram o impacto que este projeto j&aacute; est&aacute; a ter:<ul><li>Os v&iacute;deos foram vistos <strong>96 965 vezes</strong> nas v&aacute;rias plataformas;</li><li>Cada v&iacute;deo chegou, em m&eacute;dia, a <strong>3 724 pessoas no Instagram e 3 380 no YouTube</strong>;</li><li>As p&aacute;ginas dedicadas a professores foram visitadas <strong>2 847 vezes</strong>;</li><li>As p&aacute;ginas para jovens tiveram <strong>3 677 visualiza&ccedil;&otilde;es</strong>;</li><li>E as p&aacute;ginas para pais e cuidadores chegaram a <strong>2 472 visualiza&ccedil;&otilde;es</strong>.</li></ul><br />Outro marco importante foi a ades&atilde;o das escolas: at&eacute; agora, <strong>64 psic&oacute;logos escolares, professores e outros profissionais de educa&ccedil;&atilde;o</strong>, de <strong>62 escolas e 222 turmas</strong>, espalhadas por <strong>18 distritos e ilhas</strong>, comprometeram-se a implementar o Kit com os seus alunos. Isso permitiu que, s&oacute; no ano letivo de 2024/2025, pelo menos <strong>774 alunos fossem abrangidos, e 682 conclu&iacute;ssem a interven&ccedil;&atilde;o</strong>.<br /><br />Da an&aacute;lise dos resultados provenientes das escolas conclu&iacute;mos que o visionamento do conjunto dos cinco v&iacute;deos contribui para diminuir o estigma em 45% e aumentar a literacia em 42% dos espectadores jovens. A maioria dos jovens que veem os 5 v&iacute;deos consideram-nos &uacute;teis (72% dos jovens) e pertinentes (82%) e consideram ainda que o seu conhecimento sobre sa&uacute;de mental aumentou (83%), assim como a sua capacidade de lidar com problemas de sa&uacute;de mental (68%). Conclu&iacute;mos assim que os v&iacute;deos constru&iacute;dos s&atilde;o &uacute;teis e eficazes no combate ao estigma e promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de mental nos jovens que os visionam nas redes sociais e plataformas onde circulam. O visionamento do v&iacute;deo sobre sa&uacute;de mental e de um dos restantes v&iacute;deos, acompanhado por atividades de discuss&atilde;o e reflex&atilde;o, facilitadas por um professor, psic&oacute;logo escolar ou outro profissional ligado &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m teve resultados semelhantes, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o da literacia em sa&uacute;de mental, cujo aumento foi &eacute; significativamente superior, registando-se melhoria em 72% dos jovens.<br /><br />Os <strong>profissionais</strong> que j&aacute; experimentaram o Kit nas escolas tamb&eacute;m deixaram a sua opini&atilde;o: <strong>95% acharam a interven&ccedil;&atilde;o pertinente, 90% &uacute;til e 90% avaliaram os recursos de forma muito positiva</strong>.<br /><br />Em resumo: o Kit B&aacute;sico de Sa&uacute;de Mental para Jovens mostrou-se uma <strong>ferramenta eficaz, &uacute;til</strong> para a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de mental em contexto escolar e nas redes sociais.<br /><br />Este projeto n&atilde;o seria poss&iacute;vel sem a colabora&ccedil;&atilde;o de <a href="https://www.manifestamente.org/autores-apoios-e-fontes.html" target="_blank">diferentes vozes</a>, que contribu&iacute;ram com a sua criatividade e sabedoria e, por isso deixamos o nosso agradecimento:<ul><li>&agrave; <a href="https://www.dgs.pt/" target="_blank">Dire&ccedil;&atilde;o -Geral da Sa&uacute;de</a>, por acreditar e cofinanciar este projeto;</li><li>&agrave;s escolas parceiras, por abra&ccedil;arem esta iniciativa para cuidar da sa&uacute;de mental dos nossos jovens;</li><li>aos professores, psic&oacute;logos e outros profissionais de educa&ccedil;&atilde;o, que foram pe&ccedil;as fundamentais na implementa&ccedil;&atilde;o;</li><li>aos pais, m&atilde;es e cuidadores, pelo apoio;</li><li>e, sobretudo, <strong>aos jovens, que deram voz, ideias e autenticidade a este Kit, tornando-o realmente pensado para eles e com eles</strong>.</li></ul><br /><br />Juntos pela Sa&uacute;de Mental de Todos N&oacute;s<br /><a href="https://www.manifestamente.org/equipa.html" target="_blank">Beatriz Louren&ccedil;o </a>e<a href="https://www.manifestamente.org/equipa.html" target="_blank"> Ana Mina</a></div>  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="https://www.manifestamente.org/uploads/1/1/5/9/115931813/cofinanciamento-dgs-cnpsm-fundo-transparente-72-500-2_orig.png" alt="Fotografia" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>  <div><div class="wsite-image wsite-image-border-none " style="padding-top:10px;padding-bottom:10px;margin-left:0;margin-right:0;text-align:center"> <a> <img src="https://www.manifestamente.org/uploads/1/1/5/9/115931813/apoios-fundo-branco-orig_orig.png" alt="Fotografia" style="width:auto;max-width:100%" /> </a> <div style="display:block;font-size:90%"></div> </div></div>  <div><div style="height: 20px; overflow: hidden;"></div> 				<div id='289320306740510009-gallery' class='imageGallery' style='line-height: 0px; padding: 0; margin: 0'><span style='display: block; clear: both; height: 0px; overflow: hidden;'></span></div> 				<div style="height: 20px; overflow: hidden;"></div></div>]]></content:encoded></item></channel></rss>