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Ficção: Aliança ou Estigmatização?

2/11/2021

 
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É de extrema dificuldade abordar o que é viver com doença mental, especialmente, na representação em ficção.

A sua complexidade significa uma responsabilidade implícita ao escrever sobre doença mental, e intervenções em saúde mental. Esta responsabilidade é muitas vezes negligenciada mesmo existindo múltiplos estudos que apontam para a forma como têm um impacto duradouro. Este impacto é relevante e não deve ser encarado com ligeireza.

No entanto, e pelas mesmas razões, a representação em ficção pode tornar-se num dos maiores aliados na luta contra o estigma e na promoção da saúde mental.
A romantização da doença mental

Existem múltiplos problemas associados à representação ficcional da doença mental. Corre-se um risco ao abordá-la de forma crua, sanitizando-a, ou romantizando-a.

A abordagem romantizada, mais evidente, acontece na representação do suícidio. Esta é, provavelmente, a mais controversa, como se pode constatar pelas  múltiplas obras de ficção que levaram a suicídios por imitação.

Este fenómeno é denominado Efeito Werther, remetendo à publicação da obra “Os Sofrimentos do Jovem Werther” de Johann Wolfgang von Goethe em 1774. Existindo, no entanto, eventos semelhantes anteriormente documentados como na peça “Os Amantes Suicidas de Sonezaki” de Chikamatsu Monzaemon em 1703.
 
A relação entre a doença mental e a violência

O filme “Joker” (2019) consegue capturar algumas das dificuldades experienciadas pelas pessoas com doença mental.
 
Uma das dificuldades evidentes é tais indivíduos formarem um grupo de risco vulnerável tornando-se vítimas de violência dentro da comunidade. Este risco é acentuado em certos contextos como, por exemplo, em pessoas menos favorecidas do ponto de vista socioeconómico.

No entanto, é frequente a representação ficcional de uma relação de causalidade entre a doença mental e a prática de atos de violência, sendo este mesmo filme um exemplo flagrante.

Um  momento relevante é aquele em que Arthur, interpretado por Joaquin Phoenix, cria uma ponte entre a sua solidão e a doença mental, durante um dos atos mais violentos do filme.

Apesar de se tratar de um mito que se mantém, com dimensões apreciáveis, vários estudos indicam que a população que vive com doença mental é responsável por, apenas, cerca de 4% dos crimes violentos e é muito mais frequentemente vítima de violência perpetuada por outros..
 
A demonização de atos terapêuticos

No filme “Voando sobre um Ninho de Cucos” (1976), a cena em que R. P. McMurphy, interpretado por Jack Nicholson, é submetido a eletroconvulsivoterapia, teve um efeito profundo na perceção desta modalidade de tratamento psiquiátrico.

Adicionalmente, a demonização ficcional de atos terapêuticos também inclui psicofármacos.

Há um nível adicional de estigma muito específico, e carregado de nuances complexas, que envolve a necessidade de tratamento psicofarmacológico, especialmente, se a condição for crónica.  O estigma, muitas vezes, leva ao abandono do tratamento .
 
Viver a vida o melhor possível dentro das circunstâncias individuais

Um dos maiores desafios na representação ficcional  é a abordagem realista da eficácia da procura de ajuda, e a importância das opções terapêuticas, incluindo psicoterapias.

É de extrema relevância explorar as dificuldades muitas vezes associadas ao processo terapêutico e, em simultâneo, desconstruir ideias pré-concebidas.

A desmistificação, ao invés do uso de diretrizes sobre como a pessoa se deve ou não sentir, provoca a mudança na forma como se encara a própria saúde mental e a recuperação associada a um crescimento realista.
​
Não deixando de se tratar de ficção, não podemos negligenciar o seu impacto na sociedade, quer na representação do outro, quer na de nós próprios. 


Juntos pela Saúde Mental de Todos Nós,
ManifestaMente, Patrícia Rico

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